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Política

Bolsonaro diz que provará fraude nas eleições, 'vão vir hackers para mostrar'

Segundo o presidente, semana que vem ele irá mostrar o suposto crime nas disputas de 2014

20 julho 2021 - 09h37Sarah Chaves com informações da CNN

Em entrevista à rádio Itatiaia nesta terça-feira (20), o residente Jair Bolsonaro afirmou que na próxima semana apresentará "provas de fraudes" nas eleições de 2014.

"Eu espero na semana que vem apresentar as provas de fraudes. Vamos apresentar uma fraude de 2014", disse o presidente. "Eu só consegui ser eleito porque tive muito voto. Eu vou comprovar semana que vem que teve fraude nas eleições de 2014. Vão vir hackers para mostrar", completou. 

A eleição presidencial de 2014 teve dois turnos. O segundo turno foi disputado pelos candidatos Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) – Dilma foi reeleita. À época, o PSDB chegou a pedir uma auditoria dos votos junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e não foi encontrada nenhuma evidência de que houve adulteração de programas, de votos ou mesmo qualquer indício de violação ao sigilo do voto no pleito

À CNN, o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) disse não haver indícios de fraude nas eleições presidenciais de 2014. “Não tenho nenhum indício que aponte para fraudes naquela eleição. Os crimes ali cometidos foram de outra ordem. Era sobre a utilização sem limites da máquina pública, as fake news, o disparo ilegal de ‘zaps’ dando conta de que, eu eleito, terminaria com todos os programas sociais do governo, a utilização da Caixa, Correios, Banco do Brasil”, disse o deputado.

Na entrevista à rádio Itatiaia, Bolsonaro voltou a falar sobre o voto impresso. "Pode morrer o voto impresso na comissão. É lamentável o que o ministro Barros está fazendo", disse. Segundo o presidente, a apresentação das supostas fraudes nas eleições de 2014 também serão encaminhadas ao TSE. 

"Eu vou convidar a imprensa e, com minhas mídias sociais, vou transmitir isso aí. Com isso tudo encaminho para o TSE. Agora, o que vale mais do que todos nós é a opinião pública", disse. 

Nesta segunda-feira (19), na saída do Palácio da Alvorada, Bolsonaro afirmou que não acredita mais na aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que torna o voto impresso obrigatório. A comissão criada pela Câmara dos Deputados adiou a decisão para o dia 5 de agosto.

 

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