O presidente Jair Bolsonaro embarcou na manhã deste domingo (1º) para Montevidéu, capital uruguaia para participar, da cerimônia de posse durante a tarde do novo presidente do país, Luis Lacalle Pou.
Também participarão do evento o rei da Espanha, Felipe VI; o presidente do Chile, Sebastián Piñera; do Paraguai, Mario Abdo Benítez; e da Colômbia, Iván Duque, entre outras autoridades.
A cerimônia de posse será em três locais distintos. Começará, às 14h, no Palácio Legislativo, com uma sessão solene de Compromisso de Honra e Declaração de Fidelidade.
Às 15h15, na Praça Independência, será feita a transmissão de mandato, com o presidente que passa o cargo, Tabaré Vázquez, passando a faixa presidencial para Lacalle Pou. Será realizada também a posse dos novos ministros.
E, finalmente, no Palácio Estevez, às 18h15, serão dados os cumprimentos protocolares dos chefes de delegações oficiais ao novo mandatário.
Na agenda de Bolsonaro, há ainda um jantar, às 19h, que será oferecido pelo embaixador do Brasil no Uruguai, na residência oficial. O presidente voará ainda hoje para Brasília, às 21h45.
Presidente
Lacalle Pou, político de centro-direita (Partido Nacional), venceu as eleições presidenciais do ano passado, em segundo turno, em uma disputa acirrada contra Daniel Martínez, candidato da coalizão de esquerda, Frente Ampla.
A vitória de Lacalle Pou representa alternância de poder, após 15 anos de governos de esquerda no Uruguai.
No segundo turno, Lacalle Pou construiu uma coalizão "multicolorida". Isso porque ele, que é do Partido Nacional, aliou-se aos candidatos Ernesto Talvi, do Partido Colorado, e Guido Manini Ríos, do Cabildo Aberto. Com a coalizão, conseguiu virar o jogo e vencer Daniel Martínez.
A expectativa do governo brasileiro é que o novo governo uruguaio seja um aliado nas questões de comércio, em especial no Mercosul. O Brasil pretende reduzir a tarifa externa comum do bloco, além de impulsionar novos acordos comerciais. E o novo presidente do Uruguai já deu demonstrações de que também pretende avançar numa agenda mais liberalizante do bloco.
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O presidente Jair Bolsonaro embarcará para Brasília ainda na noite deste domingo (Valter Campanato)


