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Política

Campanha de Dilma tenta achar seu rumo a duas semanas da eleição

17 outubro 2010 - 11h13
Na eleição presidencial, existe uma candidata que lidera todas as pesquisas, e portanto com possibilidades reais de vencer mesmo que com sufoco na reta final, seu nome é Dilma Roussef.Em Mato Grosso do Sul esta candidata tem apoios importantes do prefeito de Campo Grande Nelsinho Trad, que tem ótima avaliação junto a opinião pública, do senador mais votado das ultimas eleições e novo “queridinho” da política estadual Delcídio Amaral e do candidato derrotado ao governo Zeca do PT que mesmo perdendo teve 42,5% dos votos na última eleição, além de um sem número de prefeitos e vereadores. Em qualquer outro quadro bastaria isso, para que qualquer candidato á nível nacional tivesse uma campanha vitoriosa no estado, correto? Não errado. Não obstante a força política e o peso de todas as lideranças que sustentam Dilma em MS, a “campanha” desta última vem se constituindo numa vergonha, e os partidários do tucano José Serra dão um banho de organização e competencia sobre seus adversários. Alguns dos comitês de candidatos tucanos continuam abertos e operantes.Adesivagens e reuniões são feitas diariamente,entidades classistas vem sendo contactadas e chamadas a participar e o visual de Campo Grande, esta dominado pelo 45(numero de Serra), numa proporção inclusive muito maior que o potencial de votos a ele apontado nas pesquisas.Isso por que não existe nada de Dilma nas ruas, ninguém trabalha, não se detecta qualquer esforço visível e constatável a olho nú.É como se não existisse a candidatura da petista em MS e que o embate eleitoral aqui , fosse de um candidato amplamente majoritario, contra um reles figurante.Ocorre que a nível nacional a “figurante” lidera as pesquisas da intenção de votos, embora em uma contenda com riscos. Os motivos que levam a essa distorção são claros.As lideranças do PT em MS não se entendem , e embora derrotado nas urnas, e devido a isso, com sua capacidade de articulação fora do PT duramente comprometida, o ex governador Zeca do PT, ainda consegue travar qualquer possibilidade de reaglutinação, que não seja comandada por ele. Com isso, lideranças vitoriosas como o senador Delcidio Amaral, ou no exercício do poder, e com mobilidade infinitamente maior como o prefeito Nelsinho Trad, não se sentem a vontade a vontade para entrarem de cabeça na campanha, limitando-se a ações meramente individuais, e com repercussão pequena no universo eleitoral da capital, pelo fato de não estarem associadas e coordenadas. As poucas iniciativas no sentido de se aparar as arestas, como as da executiva do PT local(ver nota pag.3), e de reuniões em Brasília, tem tido pouco resultado, pelo fato de terem que aglutinar alas diferentes do PT, e lideranças de outros partidos, com comandos e interesses políticos diferentes. Sem bom senso, sem articulação única, e enfrentando um adversário que manteve seu time de primeiro turno operante nas ruas, a campanha de Dilma Russef, tem hoje uma desvantagem de 200.000 votos segundo as pesquisas, que pode inclusive se ampliar, já que o mesmo que se observa na capital, deve estar acontecendo em todo o MS. Como a eleição presidencial, tem risco real, de ser decidida voto a voto, Mato Grosso do Sul, pode estar dando contribuição significativa, para aumentar as chances de derrota da candidata apoiada por Lula para sua sucessão.Resultado disso, ultíma pesquisa divulgado pelo instituto Ibrape, no jornal “Correio do Estado”, atribuem à Serra 55% dos votos no estado, e a Dilma apenas 45%.A margem pode aumentar. Coordenação Na última sexta-feira porém, uma luz no fim do túnel pode ter surgido neste seara. Foi definida uma coordenação para a “campanha”, a partir da executiva regional do PT. Além de corrigir uma série de falhas, e de ter que conseguir mobilizar setores da sociedade, fora do PT, o comando da sigla em MS, terá que controlar a desconfiança mutua existente entre as alas do partido. Um detalhe esta definição, ocorreu dia 15, sendo que deveria ter ocorrido dia 4, no dia seguinte ao primeiro turno.
Senar - agosto2020

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