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Política

Período de campanha eleva em 110% casos de violência política

Foram 41 episódios em julho, 60 em agosto e 111 em setembro

06 outubro 2022 - 10h42Sarah Chaves, com informações da CNN
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Um levantamento feito pelo Observatório da Violência Política e Eleitoral no Brasil da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro aponta o crescimento de 110% dos casos de violência política entre julho e setembro deste ano.

O Brasil registrou 212 casos de violência política nesse período,o que inclui a campanha eleitoral, quando no trimestre anterior foram 101. O total quase empata com a quantidade de episódios observada durante todo o primeiro semestre de 2022, quando foram registrados 214 episódios.

O coordenador do estudo, Felipe Borba, fala do crescimento dos episódios relacionado com a proximidade das eleições.

Foram 41 episódios em julho, 60 em agosto e 111 em setembro, véspera do pleito. No país, 25 estados tiveram registros, com exceção do Acre e Amapá. O Sudeste é a região mais atingida e concentra quase 40% (39,6%) dos casos, seguida por Nordeste (59 casos / 27,8%), Sul (22 casos / 10,4%), Centro-Oeste (20 casos / 9,4%) e Norte (18 casos / 8,5%).

O levantamento do Observatório da Violência Política e Eleitoral no Brasil é feito com base nos fatos noticiados pelo país que têm como alvos políticos eleitos, aqueles que já não ocupam cargos, candidatos, pré-candidatos e ocupantes de cargos políticos na administração pública, além de seus familiares.

Dos 212 episódios observados, 105 (45,9%) foram de ameaças. As agressões aparecem em segundo lugar, com 56 episódios (26,4%), seguidas dos atentados, com 26 casos (12,3%), e dos homicídios, com 18 (8,5%). Ainda foram registrados três homicídios de familiares de lideranças políticas (1,4%), duas ameaças contra familiares (0,9%) e dois sequestros (0,9%).

“A dinâmica da política municipal segue uma lógica própria independente do ciclo estadual e nacional. Ainda que a violência agora tenha sido alta, ela é menos letal. Você tem um grande volume de ameaças, agressões, enquanto no ciclo municipal, em 2020, algo em torno de 20 candidatos foram mortos”, pontuou Felipe Borba.

Foram identificadas vítimas de 29 partidos no terceiro trimestre de 2022. Os partidos com mais alvos foram o PT (37 casos / 17,5%), PSOL (19 casos – 9%), PL (17 casos – 8%) e MDB (11 casos – 5,2%).

Segundo Borba, o PSOL aparece nesse ranking por conta da defesa de pautas de grupos minoritários, como LGBTQIAP+, enquanto a presença de PT e PL sugere uma influência da polarização vista na disputa presidencial entre Luís Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro.

 

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