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Comissão que apura violência contra mulher ouve hoje autoridades de MS

13 novembro 2012 - 10h28Rachid Waqued/Notícias MS

A CPI mista que investiga a violência contra a mulher iniciou ontem intensa programação de trabalho em Campo Grande. As atividades se encerram com uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, hoje, a partir das 14h.

O estado ocupa o quinto lugar do país em número de homicídios de mulheres. A cada 100 mil mulheres de Mato Grosso do Sul, 6 são vítimas de assassinato, taxa acima da média nacional, que é de 4,4 a cada 100 mil.

A programação foi aberta ontem pela manhã, com uma audiência com o governador do estado, André Puccinelli.

Em seguida, a comissão iniciou diligências em órgãos especializados de atendimento à mulher. Foram visitados o Centro de Referência, a Delegacia da Mulher e, ainda, a Vara e a Promotoria de Violência contra a Mulher. À noite, houve reunião com o movimento de mulheres.

Para a manhã de hoje está prevista uma reunião com mulheres indígenas. À tarde, às 13h, haverá uma entrevista coletiva com a imprensa na assembleia legislativa. A partir das 14h, no auditório da assembleia, será realizada audiência pública para ouvir gestores públicos e representantes do Judiciário,  do Ministério Público, da Defensoria Pública, de movimentos sociais e da sociedade civil organizada.

Comissão
Em funcionamento no Congresso desde fevereiro, a CPI tem como objetivo investigar a situação da violência contra a mulher no Brasil e apurar denúncias de omissão do poder público. A comissão é presidida pela deputada Jô Moraes (PCdoB-MG) e tem na relatoria a senadora Ana Rita (PT-ES). A vice-presidente é a deputada Keiko Ota (PSB-SP). A CPI já esteve no Espírito Santo (estado com a maior taxa de homicídios do país, 9,4 mulheres a cada 100 mil) e em Pernambuco, Minas Gerais, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Alagoas, Paraná, São Paulo, Bahia, Paraíba e Distrito Federal.

Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) apontam que a violência doméstica é a principal causa de lesões em mulheres de 15 a 44 anos no mundo. Segundo Ana Rita, o Brasil é o sétimo país onde mais mulheres são mortas. Nos últimos 30 anos, foram assassinadas mais de 92 mil mulheres, 43,7 mil só na última década. "Quase 70% dos homicídios ocorrem dentro de casa e são praticados pelos cônjuges" afirmou.

Via Jornal do Senado
 

PMCG Refis

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