A vereadora Luiza Ribeiro (PT) assinou o requerimento que solicita a abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde na Câmara Municipal de Campo Grande para investigar um conjunto de irregularidades na execução dos serviços públicos de saúde da Capital.
Segundo a parlamentar, a crise atingiu nível crítico e exige apuração “profunda, técnica e transparente”. O vereador Jean Ferreira criticou a não destinação integral da verba que deveria ser empregada na Saúde. "O SUS está precarizado e a prefeita, ao invés de executar todo o orçamento que foi destinado para Campo Grande, no caso de R$ 2,2 bilhões, executou apenas R$ 527 milhões, ou seja, ainda falta R$ 1,5 bilhão”.
No documento, Luiza Ribeiro destaca que a situação atual é perceptível tanto para usuários do SUS quanto noticiada amplamente pela imprensa, como "a fragilização institucional da Secretaria Municipal de Saúde, hoje sob a direção de um Comitê Gestor, a falta de transparência na edição de decretos de suplementação orçamentária que somam mais de R$ 158 milhões, a destinação ilegal de recursos do FMS para subsidiar o Consórcio Guaicurus".
Um dos pontos mais afetados é a Santa Casa que acumula déficit mensal de R$ 12 milhões devido à defasagem contratual com o Município. O hospital opera sobrecarregado, atende casos de “vaga zero” e recebe grande demanda do interior, sem contrapartida financeira adequada.
O Conselho Municipal de Saúde denuncia que não recebe extratos bancários das 88 contas do Fundo desde 2024, o que inviabiliza a fiscalização das despesas da Secretaria Municipal de Saúde. Auditorias externas não puderam avançar pela ausência de documentos.
A concorrência para construção do novo hospital, anunciada como solução para a superlotação, está travada desde 2024, acumulando impugnações e sem definição de empresa vencedora. O projeto não foi debatido pelo Conselho e apresenta inconsistências, segundo conselheiros.
A falta de remédios controlados e até de antibióticos básicos é recorrente nas unidades de saúde. A própria prefeitura reconheceu ao Ministério Público falhas de inventário e licitações desertas, deixando diversos itens essenciais com estoque zerado.
Segundo Luiza Ribeiro, o conjunto de falhas administrativas, financeiras e estruturais configura um “quadro de colapso” que não pode ser normalizado.
Deixe seu Comentário
Leia Também

Conselho de Ética mantém sessão mesmo com ausência de Pollon

Prefeitura obtém liminar e livra servidores da "folha secreta" do imposto de renda

Moraes derruba votação que livrou Zambelli e ordena perda imediata do mandato

Carlos Bolsonaro renuncia cargo de vereador do Rio de Janeiro

Especialistas reforçam segurança das urnas no encerramento do Teste 2025

Ex-vereador volta a responder ação sobre esquema que resultou na cassação de Bernal

TSE mantém "Tio Trutis" e esposa condenados por desvio de R$ 776 mil do fundo de campanha

MS ajusta calendário e adota nova data de posse do governador

"Cenário é indefinido", Paulo Duarte critica incertezas e avalia saída do PSB


Vereadora Luiza Ribeiro 



