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Política

Denúncia diz que na Procuradoria da Capital tem "gangue" com supersalários e folha secreta

Na gestão de Adriane Lopes, situação chegou ao Ministério Público, apontando a suposta prática de pagamentos indevidos, nepotismo e descumprimento de jornada de trabalho

21 novembro 2025 - 11h16Vinícius Santos     atualizado em 21/11/2025 às 11h17

Uma denúncia grave chegou ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), apontando a existência de um suposto esquema de privilégios e pagamentos irregulares na Procuradoria-Geral do Município (PGM) de Campo Grande. 

O denunciante descreve uma “gangue” de servidores, todos supostamente beneficiados por salários exorbitantes, em um modelo que ele chama de “folha secreta” — alvo de debates inclusive na Câmara de Vereadores na gestão da prefeita Adriane Lopes (PP).

De acordo com o documento protocolado presencialmente na ouvidoria do MPMS, o suposto esquema seria comandado pelo procurador municipal Gustavo Di Luca Fiche, que teria apoio da procuradora-geral do município, Cecília Saad Cruz Riskallah, responsável pela PGM. 

O grupo, conforme a denúncia, seria formado por sete servidores, além do procurador, todos supostamente envolvidos no esquema de pagamentos acima do que seria legal, se beneficiando com “supersalários”.

Holerites milionários e “folha secreta”

A denúncia apresenta diversos holerites como prova do suposto esquema. Entre eles:

- Competência 03/2025: Gustavo Di Luca Fiche teria recebido mais de R$ 96 mil após deduções obrigatórias.

- Competência 04/2025: pagamento superior a R$ 81 mil.

- Competência 05/2025: valor acima de R$ 30 mil.

O denunciante aponta que Gustavo teria dois holerites, sendo um salário normal e outro referente à chamada “folha secreta”.

Nepotismo e servidores suspeitos

Segundo a denúncia, o grupo estaria envolvido em nepotismo, incluindo a nomeação de Barbarah Marques Breve, servidora da Procuradoria. Outro caso citado é o de João Gabriel Miranda Schwerz, descrito como “fiel escudeiro” de Gustavo Di Luca Fiche.

Segundo o denunciante, João Gabriel não teria concluído o curso de Direito, mas atuou na PGM de 2023 a 2024, recebendo R$ 30 mil de rescisão, e atualmente aparece novamente nomeado, com holerite de competência 07/2025 acima de R$ 10 mil.

Outros servidores supostamente envolvidos

Além de Gustavo, Cecília e João Gabriel, a denúncia menciona outros servidores que estariam ligados ao suposto esquema, são eles, Luciana Nunes, Raquel Borges, Adriana Teruya, Amanda Dias, Barbarah Marques Breve. 

Investigação

O caso tramita na 29ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, sob responsabilidade da promotora Bianka Machado Arruda Mendes. O procedimento já recebeu despacho inicial e aguarda deliberação para apuração das supostas irregularidades, que incluem pagamentos indevidos, nepotismo e descumprimento de jornada de trabalho.

Outro Lado — O JD1 Notícias entrou em contato com a assessoria de comunicação da prefeitura de Campo Grande, assim como com a Procuradoria-Geral do Município, solicitando posicionamento sobre a denúncia e as suspeitas envolvendo falta de transparência. Até o fechamento desta reportagem, não houve retorno. O espaço permanece aberto para manifestação.

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