O governador, Reinaldo Azambuja, se reuniu nesta quarta-feira (16) com o grupo argentino, Navios Logísticas América do Sul, que anunciou durante o encontro investimentos de R$ 120 milhões na construção do porto de Murtinho, Corredor da Bioceânica.
O anúncio, da parceria, foi feito pelo CEO do grupo, Claudio Lopez. Porto Murtinho se transformará em um polo exportador do Estado por hidrovia e rodovia, concentrando um novo complexo portuário e corredor da Rota Bioceânica (Atlântico-Pacífico), com a construção da ponte Brasil-Paraguai sobre o Rio Paraguai. Além do terminal da Navios Logísticas, outros dois serão construídos no município - um dos quais, da FV Cereais, com previsão de operar em março de 2020.
A Navios Logísticas apresentou ao governador o projeto do terminal em Porto Murtinho, que deve operar em dezembro de 2020. A nova estrutura fluvial terá silos com capacidade para 800 mil toneladas de grãos e quatro tanques de 15 mil m³ e exportará soja e milho e importará líquidos e fertilizantes.
Durante o encontro, que contou com a presença dos secretários Eduardo Riedel (Governo e Gestão Estratégica) e Jaime Verruck (Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), Reinaldo Azambuja anunciou ao grupo que, ainda em outubro, o governo do Estado abrirá a licitação da obra do contorno rodoviário que atenderá aos três portos projetados em Porto Murtinho. O investimento estadual será de R$ 28 milhões.
Governo licitará anel viário
O governador assegurou ainda, aos novos investidores, que no dia 25 de outubro será entregue a licença definitiva de instalação do novo terminal, e adiantou que está tratando com a ministra Tereza Cristina Dias, da Agricultura, Pecuária e Abastecimentos, as questões fitossanitárias para atender ao novo corredor de escoamento da produção regional. Também disse que iniciou tratativas com a Infraero sobre a concessão do aeroporto de Porto Murtinho.
Para o secretário Jaime Verruck, a apresentação do projeto do novo porto e as declarações dos representantes das indústrias alimentícias da China e de Taiwan, presentes à reunião, do interesse em ampliar os negócios com Mato Grosso do Sul, deixaram claro a dimensão da logística e o alto grau de competitividade da nova rota de exportação do Estado. “Murtinho é a melhor opção, onde o produtor terá um ganho adicional de dez dólares por tonelada”, observou.
“Olhando o mercado, a redução de custo substancial com a nova logística e os novos investidores, não restam dúvidas de que teremos uma nova Paranaguá, que também impressiona importadores, como os asiáticos, pela posição estratégica de Porto Murtinho e as potencialidades do Estado como produtor de alimentos”, acrescentou Verruck. Ele disse que a China é o principal importador de soja e milho do Estado, com 42%, cuja demanda é crescente.
Estavam presentes também investidores asiáticos que pretendem estreitar negócios com Mato Grosso do Sul.
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Jaime Verruck, Reinaldo Azambuja e Eduardo Riedel avaliam o projeto do grupo argentino (Assessoria)


