Walter Delgatti e Luiz Molição foram identificados como os hackers que invadiram os celulares de autoridades da República e integrantes da Lava-Jato e tiveram acesso a conversas no aplicatio Telegram do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e do vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PSC).
A dupla tentou acessar dois dispositivos do presidente Jair Bolsonaro, mas não tiveram sucesso. Após acesso aos celulares, Delgatti enviou imagens das conversas para a ex-deputada Manuela D'Ávila (PCdoB-RS), que intermediou o contato com o jornalista Glenn Greenwald, editor do site The Intercept Brasil.
Além de identificar outras pessoas que participaram dos ataques virtuais, o colaborador apresentou um aparelho telefônico clandestino utilizado para roubar e vazar mensagens. O material está sendo periciado pela Polícia Federal. O objetivo é esclarecer se alguém financiou o esquema criminoso que afetou mais de 80 figuras públicas.
Numa conversa com a ex-deputada Manuela D’Ávila, o hacker Walter Delgatti exibiu imagens de um aparelho telefônico com a conta do Telegram de Eduardo. “Depois analisa isso”, escreveu o invasor para a ex-parlamentar. Na sequência, Delgatti enviou outra foto com uma mensagem de uma militante bolsonarista falando sobre a TV Escola, canal de comunicação financiado pelo ministério da Educação.
“Tem o Carlos também”, escreveu o hacker. Para mostrar que não estava blefando, o invasor enviou uma foto de uma mensagem que teria sido enviada em outubro do ano passado por uma blogueira bolsonarista. “Essa mulher que ajudou no spam de WhatsApp na campanha”, disse Delgatti para Manuela D’Ávila.
O celular utilizado pelos hackers para realizar os ataques e fazer os vazamentos das mensagens roubadas tinha o apelido de “biriri” e uma conta falsa no Telegram chamada “Brazil Baronil”. O aparelho ficava com o estudante Luiz Molição, que fechou um acordo com a Polícia Federal e agia em parceria com Delgatti. Preocupado em ser interceptado pela Polícia Federal, o grupo costumava cobrir as câmeras do telefone com uma fita adesiva. Pouco tempo depois de terem mandado as imagens, a dupla foi presa.
Reportar ErroDeixe seu Comentário
Leia Também

Planalto reforça segurança antes da chegada de Nikolas Ferreira em Brasília

No Dia do Aposentado, Beto Pereira reforça debate sobre fraudes no INSS

Moraes determina retirada de bolsonaristas acampados na Papudinha e cita atos de 8 de janeiro

Vídeo: Trompetista ironiza caminhada de Nikolas Ferreira e vídeo viraliza nas redes

Vídeo: Prefeito de Ivinhema 'arrega' e rasga pedido de aumento do próprio salário para R$ 35 mil

Pré-candidato à presidência, Zema diz que foco é unir a direita no segundo turno

Governo Lula pode perder cerca de 20 ministros com candidaturas em 2026

Lula participará de encerramento do Encontro Nacional do MST na sexta

Salineiro diz que Câmara não pode se omitir diante da alta cobrança no IPTU


Carlos e Eduardo Bolsonaro tiveram seus celulares invadidos por dupla de hackers (Reprodução)


