Menu
Busca sábado, 26 de setembro de 2020
(67) 99647-9098
Política

Lula defende fim de arsenais nucleares e critica ações pós-crise

29 maio 2010 - 10h30Divulgação
Em um discurso duro na abertura do 3º Fórum Mundial de Aliança de Civilizações na manhã desta sexta-feira (28) , o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o Brasil manterá seus esforços pela paz no Oriente Médio, iniciativa que foi criticada pela diplomacia americana na quinta-feira (27). Lula também fez nova análise do comportamento dos países desenvolvidos durante e após a crise financeira mundial. "A existência de armas de destruição em massa torna o mundo mais inseguro", disse Lula, cujo pronunciamento vai na direção oposta aos comentários da secretária norte-americana de Estado, Hillary Clinton. Na quinta-feira (27), ela disse que as ações tomadas por países para ajudar a encontrar uma solução diplomática para a crise nuclear iraniana tornaram o mundo mais perigoso. Lula começou seu pronunciamento criticando as afirmações de que existam diferenças inconciliáveis entre nações. Para ele, essas teses só servem de pretextos para ações bélicas preventivas, enquanto a diplomacia brasileira aposta no "entendimento que faz calar as armas". "O mundo precisa de um Oriente Médio em paz. O Brasil não está alheio a essa necessidade. Defendemos um planeta livre de armas e o cumprimento do Tratado de Não-Proliferação (Nuclear)", disse Lula na abertura do evento. O presidente foi duro também ao falar dos países desenvolvidos que, para ele, resistem a promover mudanças que deem maior protagonismo ao mundo em desenvolvimento após a crise financeira global. "A crise financeira que se abateu sobre todos mostrou o quão necessário será contar com organizações multilaterais poderosas, à altura de um mundo cada vez mais diverso e multipolar. Mas constatamos grande resistência à mudança", disse. "Incapazes de assumir seus próprios erros, alguns governantes buscam transferir o ônus da crise para os mais fracos. Adotam medidas protecionistas que oneram bens e serviços e, ao mesmo tempo, se mostram lenientes com os paraísos fiscais, responsabilizam imigrantes pela crise social. A comunidade internacional precisa reagir". disse. Ele defendeu mais oportunidade para os países em desenvolvimento para que haja crescimento econômico num mundo globalizado. Segundo o presidente, este fórum é a oportunidade para reformar mentalidades. "É necessário oferecer oportunidade de crescimento econômico para quem já não tem esperanças", disse o presidente que lamentou que ainda existam governos resistentes às mudanças e atribuem o ônus da crise mundial aos países mais fracos, em desenvolvimento. Para Lula, a tolerância e a igualdade de oportunidades são fundamentais para um ambiente de concórida e de paz. "A exclusão, o preconceito e a pobreza só alimentam cenários de tensão e de conflito", disse o presidente.
Rota do Pantanal

Deixe seu Comentário

Leia Também

Política
Bolsonaro apresenta ótima evolução clínica após cirurgia
Política
Pandemia deve baratear campanha
Política
Chapa do PSDB quer “dar voz” a sociedade
Política
Aprovação de Bolsonaro sobe para 40%, diz CNI/Ibope
Política
Capital já tem 9 candidatos a prefeito registrados no TRE
Política
Paulo Corrêa homenageia bombeiro que salvou recém-nascida
Política
Bolsonaro e Felipe Neto estão entre os 100 mais influentes do mundo
Política
Senado: Comissão do Pantanal aprova visita a Corumbá em outubro
Política
Câmara instala hoje comissão para mudar Lei da Lavagem de Dinheiro
Política
AO VIVO - Acompanhe a reunião da Comissão do Pantanal no Senado

Mais Lidas

Política
Bolsonaro apresenta ótima evolução clínica após cirurgia
Geral
Motociclista morre ao perder controle em curva e bater em árvore na praça do Preto Velho
Saúde
Capital registra mais 8 óbitos por coronavírus e tem 282 novos infectados
Polícia
Carreta com mais de quarenta mil pacotes de cigarros é apreendida