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Política

Ministério Público denuncia Glenn Greenwald por ligação com hackers

Ministério Público Federal encontrou orientações de Glenn para os envolvidos no crime

21 janeiro 2020 - 13h52Jônathas Padilha

O Ministério Público Federal em Brasília denunciou nesta terça-feira (21) sete pessoas acusadas de envolvimento no hackeamento nas contas do aplicativo de mensagens, Telegram, do ministro da Justiça, Sergio Moro, e do procurador Deltan Dallagnol, coordenador da Lava Jato em Curitiba.

Entre os denunciados está o jornalista norte-americano, Glenn Greenwald, fundador do site de notícias, The Intercept Brasil. Ele recebeu os diálogos compartilhados entre o procurador e o ministra e os publicou através de diversas matérias em seu site.

O jornalista não foi investigado e nem indiciado pela Polícia Federal, mas o procurador Wellington Oliveira encontrou um áudio em um computador apreendido a orientação dele para deletar as mensagens entre eles.

De acordo com o procurador, isso caracterizou uma "clara conduta de participação auxiliar no delito, buscando subverter a ideia de proteção a fonte jornalística em uma imunidade para orientação de criminosos”.

O Ministério Público informou que vai enviar uma cópia da denúncia à Procuradoria-Geral da República (PGR) para subsidiar um pedido de revogação da decisão que impede a realização de investigações sobre a atuação de Glenn no caso.

Além de Greenwald, os outros denunciados são, Walter Delgatti Netto e Thiago Eliezer Martins Santos, acusados de serem os líderes do grupo, Danilo Cristiano Marques, suposto “testa de ferro” da dupla, Gustavo Henrique Elias Santos, que teria desenvolvido as técnicas que permitiram a invasão do aplicativo, Suelen Oliveira, esposa de Gustavo e acusada de agir como laranja em fraudes, e Luiz Molição, suposto porta-voz do grupo com Glenn.

Os crimes são os de organização criminosa, lavagem de dinheiro, exceto em relação a Greenwald, e interceptações telefônicas ilegais.

Em nota, os advogados que representam o jornalista se mostraram surpresos quanto a denúncia. "Trata-se de um expediente tosco que visa desrespeitar a autoridade da medida cautelar concedida na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 601, do Supremo Tribunal Federal, para além de ferir a liberdade de imprensa e servir como instrumento de disputa política.”

Agora, os advogados de Glenn preparam uma medida judicial cabível e pedirão que a Associação Brasileira de Imprensa, “por sua importância e representatividade, cerre fileiras em defesa do jornalista agredido.”

As defesas dos outros denunciados ainda não fizeram uma resposta formal a imprensa.

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