O juiz Sergio Moro, responsável pela Lava Jato, condenou na manhã desta segunda-feira (26), o ex-ministro Antonio Palocci a 12 anos e 2 meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. A condenação, em primeira instância, publicada por Moro e determina ainda o pagamento de uma multa de cerca de R$ 808 mil.
Palocci foi condenado com base em investigação aberta depois da delação premiada do ex-presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht. De acordo com a investigação, Palocci negociou pripina superior a 10 milhões de dólares com a Odebrecht.
Segundo o juiz, em sequência ao crime de corrupção, foram cometidos dezenove atos de lavagem de dinheiro, na dissimulação e transferência do valor das propinas, especialmente ao Partido dos Trabalhadores (PT).
"Os valores serviram, no caso, para remunerar, sem registro, serviços prestados em campanhas eleitorais, o que representa fraude equivalente em prestações de contas eleitorais. A contaminação com recursos do crime do processo político democrático é o elemento mais reprovável do esquema criminoso da Petrobras", disse o juiz, na sentença.
"A responsabilidade de um ministro de Estado é enorme e, por conseguinte, também a sua culpabilidade quando pratica crimes", diz Moro em sua sentença. Palocci está preso preventivamente em Curitiba desde setembro de 2016, quando foi alvo da 35ª fase da operação Lava Jato.
O juiz também determina que Antônio Palocci cumpra a pena em regime inicial fechado. Além de Palocci e Odebrecht, foram condenados pelo mesmo caso João Santana e Mônica Moura, por lavagem de dinheiro.
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