A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou nesta terça-feira (3), a proposta de criação de um Cadastro Nacional de Pessoas Condenadas por Crime de Estupro avançou nesta terça-feira (3). O projeto (PL 5.013/2019) que segue agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Conforme a proposta, o cadastro deverá conter obrigatoriamente as seguintes informações sobre condenados por estupro: características físicas, impressões digitais, perfil genético (DNA), fotos e endereço residencial. Em caso de condenado em liberdade condicional, o cadastro deverá conter também os endereços residenciais dos últimos três anos e as profissões exercidas nesse período.
O texto prevê que a União deverá celebrar com Estados, Distrito Federal e municípios um documento de cooperação, prevendo de que forma se dará o acesso e como será feita a atualização e a validação das informações inseridas.
Os recursos para o desenvolvimento e a manutenção do cadastro virão do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP).
O texto, do deputado Hildo Rocha (MDB-MA), recebeu voto favorável da relatora, senadora Leila Barros (PSB-DF). Em seu relatório, Leila afirma que a intenção é fortalecer a prevenção pelo aumento do acesso a informações. Ela destacou que o projeto de lei evita a adoção de medidas que ofendam o direito do preso à reabilitação criminal e à ressocialização, ainda que o crime seja hediondo como o de estupro.
Durante a reunião, a senadora Kátia Abreu (PDT-TO) sugeriu incluir nesse cadastro também os condenados por violência doméstica e feminicídio. Leila concordou com a sugestão de Kátia Abreu, mas preferiu não incluir as mudanças para evitar que o projeto, já aprovado pelos deputados, retorne à Câmara.
A senadora por Tocantins anunciou que vai apresentar uma nova proposta para ampliar o cadastro e viabilizar a inclusão dos condenados por feminicídio e violência doméstica.
Reportar Erro
Deixe seu Comentário
Leia Também

Debate sobre cassação preocupa vereadores e afeta funcionamento da Câmara

Câmara aprova projeto que suspende decreto da taxa do lixo em Campo Grande

IPTU: Projeto da Câmara diminuirá valor final, mas vereadores não descartam veto da prefeita

Salário de R$ 3 mil e 36h semanais para garis avança na Câmara e segue para o Senado

Lula comemora acordo entre Mercosul e UE: 'vitória do diálogo'

Justiça não vê urgência e mantém advogados comissionados atuando na Agetran

Crise do IPTU faz Tribunal de Contas sugerir prazo maior para quem paga parcelado

Em carta a Lula, Lewandowski formaliza saída do Ministério da Justiça

Câmara de Deodápolis gastou mais de meio milhão de reais com diárias em 2025


Senadora Leila Barros (PSB-DF), relatora do projeto de lei (Pedro França/Agência Senado Fonte: Agência Senado)



