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PT insiste que vaga de Brito na Funasa foi um equívoco

14 maio 2011 - 06h49Divulgação

O PT não se conforma. Insiste em condenar o que chama de “incoerência” a nomeação do socialista Flávio Brito no comando da Funasa (Fundação Nacional de Saúde) em MS.

Da cota do deputado federal peemedebista Geraldo Resende, Brito teve confirmada na noite de terça-feira (10), durante um jantar em Brasília, sua recondução à frente da fundação. Do evento, além de Rezende e Brito participaram os ministros Antonio Palocci (Casa Civil) e Alexandre Padilha (Saúde).

Os ataques do PT à permanência de Brito no comando da Funasa começaram na quarta-feira (11). Em discurso na tribuna da Assembleia Legislativa, o deputado Paulo Duarte, além de defender um nome da sigla para a direção regional da pasta, disse que o fato de o PMDB e o PPS locais terem apoiado José Serra na eleição presidencial de 2010, os descredenciam para assumir cargos federais no Estado.

Segundo Duarte, ao apoiarem Serra em detrimento da candidatura de Dilma Rousseff, as duas siglas endossaram sua posição de oposicionistas ao governo dela em MS e, por esse motivo, não teriam legitimidade para cobrar o tipo de cargo.

O discurso de Duarte foi reforçado nesta quinta-feira pelo seu colega de bancada na Assembleia, o igualmente petista Pedro Kemp. Este avaliou como “ultrajante e revoltante” a permanência de Brito à frente da Funasa.

“Ele e o superintendente da Polícia Rodoviária Federal no Estado, Valter Favaro, fizeram campanha contrária ao projeto de Dilma. Por esse fato, não deveriam ter sido mantidos nessas funções, que são estratégicas politicamente e pertencem ao PT por direito”, afirmou Kemp.

Ele entende que a presidente Dilma Rousseff deveria prestigiar seus aliados em MS, no momento de fazer nomeações para cargos federais no Estado. Kemp lembrou que, a exemplo do governador André Puccinelli (PMDB), Brito e Favaro fizeram campanha aberta para Serra, além de hostilizarem o PT nas eleições de 2010. “Por esse motivo espero que Dilma reveja as duas recentes nomeações”, ressaltou o deputado petista.

Ao contrário da esfera federal, onde o partido é um dos principais aliados do governo de Dilma Rousseff, em MS o PMDB é adversário histórico do PT. Tanto, que já foi incluído na lista das legendas aliadas de Dilma que insistem em contrariar, nos estados, a determinação da cúpula nacional de atuar em sintonia com o Palácio do Planalto nas políticas regionais.

Primeira derrota

A nomeação de Brito na Funasa foi o primeiro grande duro golpe sofrido pelo PT na disputa que trava com o PMDB por cargos federais em MS. Anteriormente, os petistas já haviam perdido a direção regional da delegacia do Trabalho e Emprego, desta vez para o PDT, que emplacou na pasta Anízio Pereira Tiago, ex-diretor da Agepan (Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul).

Resta agora ao PT lutar por indicações de membros da sigla para os comandos do Ibama, Incra e Eletrosul no Estado. No caso das duas primeiras pastas, a legenda se esforça para emplacar, respectivamente, Carlos Longo e Tatiana Ujacow, ambos da cota do ex-governador Zeca do PT.

Já o PDT pretende conduzir o ex-deputado federal Dagoberto Nogueira no comando da Eletrosul, embora o PMDB também tenha o desejo de abocanhar pelo menos uma dessas três pastas.

Com informações do jornal Conjuntura.

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