Menu
Menu
Busca terça, 10 de fevereiro de 2026
Política

Relatório da Comissão da Verdade poderá ser usado contra impunidade de crimes da ditadura, diz Pinhe

04 maio 2013 - 16h45Reprodução/Agência Brasil

O relatório final da Comissão Nacional da Verdade (CNV) servirá para indicar a autoria dos crimes da ditadura, ou seja, a fim de fazer a “futura investigação judicial para a responsabilização dos agentes do Estado” que atuaram durante a ditadura militar, disse esta semana o coordenador da CNV, Paulo Sérgio Pinheiro. A intenção, segundo ele, é “derrubar a impunidade que ainda prevalece” no país.

“Em todas as comissões da Verdade, e que não tem nunca papel judicial, as investigações servem de horizonte sempre para a responsabilização dos perpetradores das graves violações de direitos humanos. Por isso o trabalho da comissão precisa ser consistente, denso e cuidadoso para que, no horizonte da responsabilização desses criminosos, o que nós encontrarmos e produzirmos possa servir para essa responsabilização”, declarou Pinheiro, em entrevista à imprensa.

A previsão inicial é o relatório final (que será divulgado por meio de um livro, em versão acessível e também multimídia) ser entregue no dia 16 de maio de 2014, mas a data poderá ser alterada caso os trabalhos da comissão sejam prorrogados. “Depois do relatório, se fará verdade sobre os crimes da ditadura, e se estará mais perto do que nunca para que a impunidade dos mandantes e autores desses crimes não mais prevaleça”, completou.

No próximo dia 13 de maio, em Brasília, a comissão vai divulgar, segundo o coordenador, um relatório parcial dos trabalhos, que Pinheiro chama de “balanço de prestação de contas”. No mesmo dia, a CNV deve divulgar um calendário de encontros que vão ocorrer com as sub-regionais do Pará, Recife, Rio de Janeiro, de São Paulo e Porto Alegre. E em setembro, os comitês regionais pretendem empreender uma marcha nacional até Brasília.

Membros da comissão se reuniram hoje, em São Paulo, com representantes de vários comitês da Verdade, Memória e Justiça de todo o país. Os representantes dos comitês apresentaram aos integrantes da CNV uma série de demandas e reclamaram principalmente da “falta de transparência” dos trabalhos que estão sendo conduzidos pela comissão nacional.

“Há falta de publicização da comissão, como por exemplo, a falta de audiências públicas televisionadas”, disse Ana de Miranda, do coletivo RJ Memória, Verdade e Justiça, do Rio de Janeiro. Segundo ela, outra demanda encaminhada à comissão é de que a participação da sociedade civil nos trabalhos seja maior. “A comissão já respondeu que vai estabelecer um canal permanente de diálogo. Vamos ver como isso vai ser”, disse ela.

Para atender essa demanda, a CNV quer implantar um mecanismo de coordenação e cooperação, permanente, que funcionaria em conjunto com as comissões estaduais e os comitês. “Esse é um requisito obrigatório para atingirmos nossos objetivos determinados em lei”, disse Pinheiro.

Segundo ele, uma das decisões tomadas pela CNV visa a colaboração dos comitês estaduais nas audiências externas, ouvindo os "perpetradores de violações de direitos humanos". A outra, é mais transparência às audiências públicas. “Decidimos dar prioridade absoluta às audiências públicas com a presença de vítimas e parentes, inclusive com transmissão simultânea por televisão e internet para assegurar a mais ampla transparência e publicidade”, declarou.

Os comitês estaduais se reuniram nesse fim de semana na cidade de Cajamar, na Grande São Paulo. Eles elaboraram uma lista de demandas que foi apresentada aos membros da CNV. Além de mais transparência, os representantes dos comitês também pediram um foco maior dos trabalhos da comissão na questão envolvendo os desaparecidos políticos, aprofundação das investigações nos locais onde ocorreram torturas e da continuação dos trabalhos da busca e identificação das ossadas no Cemitério de Perus, em São Paulo.

Via Agência Brasil

Reportar Erro
UNIMED

Deixe seu Comentário

Leia Também

Veja como votaram os vereadores sobre o veto à taxa do lixo
Política
Veja como votaram os vereadores sobre o veto à taxa do lixo
Deputado Federal, Beto Pereira
Política
PSDB convoca encontro em Campo Grande para alinhar partido no pré-eleitoral
Hugo Motta -
Política
Motta encaminha proposta que prevê o fim da escala 6x1 para CCJ
Hugo Motta e seu antecessor e padrinho, Arthur Lira
Política
Gastos da Câmara com diárias disparam e sobem 78% em um ano
Novo presidente de Portugal, Antônio José Seguro
Política
Lula parabeniza vitória de Antônio Seguro em Portugal
Socialista foi eleito com ampla vantagem na votação
Política
Antônio Seguro é eleito presidente de Portugal ao derrotar candidato da extrema-direita
O caso aconteceu na tarde de hoje
Política
Jovem surta e ameaça se jogar de prédio em condomínio de Campo Grande
Portugal elege o novo presidente
Política
Portugal vai às urnas no segundo turno para escolher novo presidente
STF Fachada e Estátua da Justiça -
Política
Caixa dois pode ser punido como improbidade administrativa, determina STF
Em MS, mais 81 mil eleitores têm alguma pendência com a Justiça Eleitoral.
Política
Eleitores têm 90 dias para regularização do título eleitoral

Mais Lidas

Lucas Bitencourt em visita a Escola João de Paula Ribeiro
Educação
Kits escolares não chegam a todos e prefeitura joga entrega para após o Carnaval
Gislaine Esther Lubas Moreira Moura
Geral
Morre a advogada e professora Gislaine Moura
Imagem ilustrativa
Polícia
Menina de 2 anos é embebedada e socorrida com traumatismo craniano na Capital
Hugo Motta e seu antecessor e padrinho, Arthur Lira
Política
Gastos da Câmara com diárias disparam e sobem 78% em um ano