O Conselho Municipal de Saúde de Campo Grande pediu uma auditoria extraordinária nas contas do Fundo Municipal de Saúde após identificar o que descreve como um possível “sumiço” de até R$ 30 milhões nas contas de custeio entre agosto e outubro de 2024. O pedido foi encaminhado ao TCE-MS, Ministério da Saúde, TCU e Ministério Público de Contas.
De acordo com levantamento feito pelo próprio Conselho, com base nos dados oficiais do Fundo Nacional de Saúde, o saldo das contas municipais caiu de cerca de R$ 35 a R$ 40 milhões para aproximadamente R$ 9 milhões em um curto intervalo de tempo. Diferentemente de anos anteriores, o valor não voltou a subir nos meses seguintes, permanecendo baixo durante todo o ano de 2025.
O colegiado também aponta mudanças sem justificativa formal no fluxo financeiro entre as contas bancárias utilizadas pela Secretaria Municipal de Saúde, além da coexistência de saldos elevados com falta de medicamentos e insumos na rede pública. Fornecedores relataram ainda atrasos e pagamentos parciais desde outubro de 2024.
O Conselho afirma solicitar há mais de um ano os extratos e conciliações bancárias das contas de custeio, documentos obrigatórios para o controle social, mas que não foram entregues pela Secretaria. Diante da falta de transparência e das inconsistências, o órgão pede que a auditoria abranja todas as contas do Fundo Municipal de Saúde.
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Fachada SESAU (Foto: SESAU)



