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Saúde

"Está chegando próximo a colapso", diz prefeito de Belém sobre sistema de saúde

A informação é do prefeito Zenaldo Coutinho (PSDB) de Belém no Pará; MPF enviou requisições ao governo para apurar a disponibilidade de leitos de UTI e respiradores

21 abril 2020 - 09h10Priscilla Porangaba, com informações da CNN Brasil    atualizado em 21/04/2020 às 14h24

O prefeito Zenaldo Coutinho (PSDB) afirmou à CNN, nesasa segunda-feira (20), que a cidade de Belém, no Pará, está chegando perto colapso do sistema de saúde por conta do novo coronavírus.

O prefeito explicou que os atendimentos têm aumentado também por conta da época de alta nas viroses gripais e problemas respiratórios, que acabam sendo confundidas com coronavírus pela população. 

Zenaldo ainda relatou problemas para adquirir insumos hospitalares e disse que há preços abusivos por parte de fornecedores. 

Com isso, o Ministério Público Federal (MPF) enviou requisições ao governo do Pará e às prefeituras dos maiores municípios da Região Metropolitana de Belém para apurar a disponibilidade de leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) e respiradores, diante dos sinais de um colapso prematuro do sistema de saúde da capital paraense.

Desde a semana passada há notícias de pessoas não conseguindo atendimento em unidades de saúde e hospitais, com pelo menos três casos de moradores que morreram em casa ou em seus carros depois de terem o atendimento recusado.

O documento emitido pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão diz que deu 24 horas para que o estado e os municípios informem sobre a quantidade de leitos ocupados e que medidas estão sendo tomadas para ampliar a capacidade. “Diante das notícias de colapso do sistema público de saúde, ao menos na Região Metropolitana de Belém, são necessárias informações urgentes sobre ampliação de leitos de UTI, inclusive com contratação ou requisição dos leitos da rede privada”.

A situação, para o MPF, representa um colapso antecipado do sistema de saúde da capital paraense que, oficialmente registra 902 casos confirmados de covid-19 com 35 mortes, número que pode ser maior, diante da ausência de informações sobre quantidade de casos e mortes suspeitas.

As secretarias de Saúde do Pará e dos municípios de Belém e Ananindeua devem informar, ainda hoje: qual a taxa de ocupação atual de leitos gerais e leitos de UTI e o cronograma exato, claro e objetivo para ampliação dos leitos de terapia intensiva ou semi-intensiva, com respiradores”

O MPF também quer saber qual a disponibilidade desses tipos de leito na rede privada de saúde e se as secretarias de Saúde já adotaram medidas para contratação ou requisição desses leitos. A requisição é medida prevista na lei 13.979/2020, que determinou medidas para o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus.

As secretarias deverão informar ainda sobre a demanda reprimida, contabilizando a quantidade de pessoas que estão na fila por transferência para leitos com respiradores, se estão diagnosticadas ou suspeitas para covid-19 e também informar sobre as mortes de cidadãos que aguardavam na fila ou tiveram atendimento recusado diante da superlotação das unidades de saúde.

Também integra as medidas previstas para controle da pandemia no Brasil a determinação, por parte dos departamentos de vigilância epidemiológica e de regulação, para que hospitais da rede privada suspendam todas as cirurgias e procedimentos eletivos e o MPF questionou se essa medida já foi adotada na Região Metropolitana de Belém.

Foi enviado ofício à Agência Nacional de Saúde Suplementar, que regula o setor privado de saúde, para que envie todas as informações sobre a taxa de ocupação de leitos de UTI e do uso de respiradores na rede privada da capital paraense.

Cabe à ANS fiscalizar a oferta de leitos pela rede privada regional de saúde, diante do considerável aumento da demanda e das notícias de colapso.

O MPF enviou ofícios ainda às operadores de planos de saúde no Pará (Amil, Bradesco Saúde, Hapvida, Unimed Belém, Hospital Amazônia e Garantia de saúde - Hospital Adventista) que devem informar “no prazo de 24 horas sobre a taxa de ocupação de leitos de UTI e do uso de respiradores em suas respectivas unidades; cronograma exato, claro e objetivo de ampliação do número de leitos de UTI ou Unidade Semi-intensiva, com respiradores, em suas respectivas unidades, com fins de garantia de oferta de saúde integral aos seus associados, conforme os deveres previstos no Código de Defesa do Consumidor”.

As operadoras também deverão informar se já suspenderam cirurgias e procedimentos eletivos.

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