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Saúde

Estudos apontam que Zika pode causar graves danos neurológicos também em adultos

Acreditava-se que os efeitos em adultos eram leves, como dores de cabeça e febre

07 setembro 2019 - 17h25Sarah Chaves, com informações do BBC News

Os pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) confirmam que o vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti também consegue infectar e se multiplicar também em cérebros adultos, atingindo neurônios mais maduros e provocando, em alguns casos, desde quadros temporários de confusão mental e dificuldade motora até problemas mais graves, de coma ou perda de memória.

Por enquanto, acredita-se que os danos mais graves ocorram em uma minoria dos casos.

A pesquisadora e coordenadora do Programa de Pós-graduação em Ciências Farmacêuticas da UFRJ e líder da pesquisa, Cladia Pinto Figueiredo, aponta que a gravidade do quadro depende, muitas vezes, do estado de saúde do paciente antes de ele ser infectado pelo Zika.

"Um paciente saudável, que não tenha fatores de risco de desenvolver doenças neurológicas ou psiquiátricas, pode não desenvolver nenhuma complicação. Mas um paciente que tem tendência a demência ou é mais idoso, por exemplo, pode desenvolver mais problemas”, explicou.

A pesquisa

Os pesquisadores da UFRJ (Figueiredo e os colegas Sérgio Ferreira e Andreia Da Poian) já haviam escutado de médicos relatos de pacientes adultos com complicações neurológicas após a infecção pelo Zika, mas isso ainda não havia sido colocado à prova em laboratório. Para fazê-lo, coletaram tecidos cerebrais humanos de pacientes que se submetiam a cirurgias neurológicas no hospital da universidade.

Esses tecidos foram cultivados em laboratório e infectados pelo Zika. "Vimos que o vírus infectava os neurônios e se replicava, ou seja, produzia novas partículas virais", prossegue Figueiredo.

Nova frente de pesquisa

As descobertas, afirma Figueiredo, abrem uma "nova frente de trabalho" relacionada aos estudos do Zika, que continua ativo no Brasil - foram registrados 2.344 prováveis casos de infecção pelo vírus entre janeiro e março deste ano, segundo o mais recente boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, datado de abril.

Mais informações sobre esses impactos  podem ajudar médicos a traçar diagnósticos neurológicos melhores e mais rápidos em pacientes que saibam que foram infectados pelo vírus, economizando custos de exames e tomografias.

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