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Saúde

Geraldo mostra otimismo e admite stress

24 julho 2021 - 09h11Matheus Rondon

A entrevista dessa semana no Jornal de Domingo o Secretário Estadual de Saúde, Geraldo Rezende, ele conta tudo sobre o atual cenário da pandemia em Mato Grosso do Sul, e esclarece quais é os próximos passo para lidar com as variantes do Coronavírus e o ritmo da vacinação em todo o estado.

Jornal de Domingo - Secretário como está o andamento da pandemia aqui no estado, está andando pra trás, estamos melhorando?

Geraldo Resende - "Sim, nós temos um quadro totalmente diferente do que a gente tinha a cerca de 50 dias atrás. Há 50 dias nós vivíamos o pior cenário da doença dos quase 16 meses dos primeiros casos aqui no Mato Grosso do Sul. Nós chegamos ao nosso limite de internações hospitalares, 1339 pessoas hospitalizadas em leitos clínicos e leitos de UTI. No dia 08 de junho nós tínhamos uma média móvel de casos de mais de dois mil, e uma média de óbitos que chegou a ultrapassar a marca de 50 por dia.  Hoje o quadro é totalmente diferente, nós temos uma média móvel de casos seis casos por dia. As internações hospitalares estão abaixo da metade do que tínhamos no início de junho e nós temos o número de óbitos mesmo que nós entendemos ainda elevados, mas pelo menos já apontando para ser um terço dos óbitos que temos lá no início de junho. Portanto o quadro me parece bastante até no atenuado, mas não devemos baixar a guarda, como no box nós ainda não nocauteamos o nosso inimigo que é o coronavírus. Mato Grosso do Sul hoje está bastante avançado naquele que é o principal mecanismo de frear a doença, o processo de vacinação. Estamos hoje em primeiro lugar no país em aplicações de dose de vacina de D1 como também na aplicação dose da vacina de D2 e no geral estamos mais 95% de doses aplicadas as vacinas que foram enviadas pelo Ministério da Saúde."

Jornal de Domingo - O senhor acredita que nesse momento já possível começar a discutir um pós-pandemia?

Geraldo Resende - "Nós poderemos isso quando atingirmos aquilo que os especialistas apontam como a chamada imunidade coletiva e alguns até denominam de imunidade de rebanho. Nós vamos ao patamar de termos 80% da nossa população imunizados com aplicação das duas doses, e também as vacinas que são em dose única. A gente vai obter no mínimo 80% da população com esse ciclo vacinal completo e eu tenho absoluta certeza que vamos ser o primeiro estado se nós estivermos aqui o aporte de vacinas que está sendo referenciado pelo Ministério da Saúde. Se nós tivermos essas doses remetidas com a regularidade que vendo acontecendo, como aconteceu nesse mês de julho e agosto, nós poderemos anunciar no final de agosto o dia que atingiremos essa marca histórica de 80% da nossa população, e ai é logico, poderemos discutir o pós-pandemia."

Jornal de Domingo - Em termos de tempo, teremos um final de ano normal em 2021?

Geraldo Resende - "Sim todos nós estamos aguardando com essa expectativa, inclusive eu e minha família há mais de dois anos que nós não temos descanso de uma semana. Estamos trabalhando interruptamente todos os dias. Inclusive eu tenho uma equipe muito dedicada muito compromissada que se a gente e acionar os finais de semana e feriados eles estão a postos. A nossa gente quer celebrar esse final de ano diferente, os avós que eram abraçar os netos os pais querem abraçar os filhos. Nós somos um povo muito afetivo, nós queremos reunir, nos aglomerados de novo, mas certamente a gente só vai poder fazer isso após o advento da chamada imunidade de rebanho e também com todas as precauções que nós vamos ter, porque infelizmente a doença se apresenta em várias variáveis e agora com as mutações que estão já nos estados do entorno do MS e a gente precisa está com a guarda muito ativa para que nós não tenhamos surpresas como acontecerem já em alguns países ou em algumas cidades mundo afora."

Jornal de Domingo - Secretário porque MS é o estado que mais vacina se distribuição de vacinas é proporcional? No que o senhor acredita que a gente está acertando?

Geraldo Resende - "Acredito que estamos acertando desde o primeiro passo que demos, lá em março do ano passado de todas as decisões do Governo do Estado. Primeiro nos balizando pela ciência, aqui no MS nós não fizemos tratamento empíricos, não adotamos práticas que a ciência não indicou. Segundo, nós construímos unidade, o estado tem todos os prefeitos e prefeitas, todos os secretários e secretarias falando a mesma linguagem. Conseguimos também criar uma infraestrutura de logística que distribui as vacinas com a velocidade muito grande, conseguimos construir mantras que fizeram com que a própria população assimilasse esses jargões que nós fizemos ao longo do enfrentamento da pandemia principalmente no tocante ao processo de imunização quando a gente construiu o slogan “lugar de vacina no braço não na geladeira”, “vacinas não tem finais de semana e feriados”, “tratamento precoce em Mato Grosso do Sul é a vacina no braço”. A gente conseguiu de fato ter 95 % das doses enviadas aplicadas. Todos os dias estamos batendo o recorde, da média de 12 mil vacinas, aplicadas por dia. O que nos faz acreditar que vamos chegar o final de agosto, se as vacinas chegar a nós, vamos ter esse processo de imunidade de rebanho. Agora consolidamos o primeiro lugar, com as vacinas que vieram para pesquisa na fronteiras, porque o remanescente dessas vacinas foram colocadas à disposição não só fazendo a imunização de todos os moradores dos municípios de fronteira, mas também fazendo com que os remanescentes fossem aplicados nos outros municípios do Estado. O que fez levantar o patamar de vacinação."

Jornal de Domingo - No mundo já se fala em terceira dose da vacina, como o senhor vê a questão?

Geraldo Resende - "Eu acho que é muito cedo é muito precoce, nós não podemos gastar nossa energia discutindo nesse momento a terceira dose, até a questão de aplicar vacinas diferentes das que as pessoas foram imunizadas e acima de tudo também discutirmos a ampliação da vacina para os jovens e para as crianças, nós precisamos agora é fazer o enfrentamento dos adultos após os 18 anos. Vamos deixar que os especialistas, e o Ministério da Saúde pode acioná-los."

Jornal de Domingo - Secretário sobre as variantes, quais as estratégias estão sendo adotadas?

Gerado Resende - "As mesmas que adotamos desde o início do enfrentamento da pandemia, tudo aquilo que a ciência indicou nós seguimos. O Estado é pródigo em bons especialistas na área de infectologia, na área de epidemiologia, que nos auxilia a indicações dos melhores caminhos, nós temos aqui pesquisadores de renome nacional e internacional. Nós vamos seguir as orientações, então hoje para que a gente possa frear o aparecimento das mutações do coronavírus. Aí a gente já vê a mutações chegando em Goiás, São Paulo e Paraná, que são estados de vizinhos, por isso é que nós queremos acelerar o processo vacinal para que elas ao adentrar o estado, já encontre a  população em sua ampla maioria imunizado, e não possa fazer aparecer um número de casos aqui no estado, e um número de internação e de óbitos."

Jornal de Domingo - Rumores apontam que em alguns momentos, o senhor e sua equipe se estressaram e ameaçaram pedir demissão, quando foi isso?

Geraldo Resende - "Nós não tivemos isso, todos nós temos uma equipe altamente comprometida. Lógico que o cansaço muitas vezes chegou em várias oportunidades, chegamos ao nosso limite. Mas como eu sempre digo, essa foi uma missão que o governador nos confiou, e que aqui para quem é cristão como eu sou, eu acho que Deus nos preparou para esse tipo de enfrentamento e nós conseguimos superar todos os momentos inclusive os momentos mais angustiantes com equipe, que deu sinais de compromisso extremo com a saúde pública e com Sistema Único de Saúde."

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