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Saúde

Janeiro é o mês de conscientização sobre a hanseníase

O dermatologista Alexandre Moretti explica como proceder para diagnosticar e tratar essa patologia clínica

27 janeiro 2019 - 12h50Da redação com assessoria

Você sabia que a hanseníase é considerada a enfermidade mais antiga da humanidade? Essa doença secular é tão comum no Brasil, que ocupamos o segundo lugar entre os países que mais apresentam este diagnóstico, perdendo apenas para a Índia.

Com o objetivo de alertar a população sobre o tratamento precoce, em 2009 foi sancionada a lei federal 12.135 que coloca o último domingo do mês de janeiro como o Dia Nacional do Combate e Prevenção a Hanseníase.

“A hanseníase é uma doença infectocontagiosa de evolução crônica que se manifesta por lesões na pele e também por sintomas neurológicos, como dormência, formigamentos e diminuição de forças nas mãos e nos pés”, afirma o dermatologista Moretti.

Transmitida por um bacilo, a doença apresenta dois tipos: Multibacilar, quando o paciente pode transmitir a doença e Paucibacilar, quando apresentam a doença, mas não são capazes de transmiti-la.

“Os sintomas geralmente se manifestam na pele, onde ocorrem manchas de diversas cores; perda de sensibilidade e aparecimento de caroços; inicialmente térmica depois dolorosa e por último tátil; os sinais podem aparecer também nos nervos periféricos como dormência, úlceras na região plantar, deformidades e queimaduras na região das mãos”, explica o médico.

Sua contaminação se dá pelos Multibacilares através de pequenas secreções que saem da respiração e do ato de falar. Cerca de 90% das vezes a doença não se desenvolve, pois ao entrar em contato com o sistema imunológico o bacilo é destruído.

O período de incubação da hanseníase é bem longo, pode variar de dois a sete anos para aparecer os primeiros sintomas e normalmente só adquire se a exposição com o doente for de tempo prolongado como, por exemplo, viver na mesma casa.

De acordo com o Moretti, as formas de prevenção e tratamento se dá no diagnóstico precoce dos casos, principalmente se forem nas fases iniciais da doença. “Essa identificação rápida faz com que o paciente deixe de transmitir e tenha uma menor chance de surgimento das incapacidades físicas. A cura é bem simples, hoje em dia o tratamento se baseia em três antibióticos eficazes contra hanseníase”.

O "Janeiro Roxo" foi criado para que as pessoas tomem conhecimento dessa doença e consigam mudar seus pensamentos sobre quem a possui. Mas vale ressaltar que é preciso lembrar dessa causa durante todo o ano, pois só assim será possível combater a hanseníase.

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