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Saúde

Pesquisa aponta que isolamento vertical aumenta perigo de mortes

"O isolamento social só para idosos, poderia levar à morte mais de 529 mil pessoas no Brasil", afirmou o Imperial College

28 março 2020 - 15h47Sarah Chaves, com informações do Exame

Uma pesquisa feita pelo Imperial College de Londres, estendida para 202 países, declara que o isolamento vertical devido ao coronavírus, faz com que o risco de morte seja bem mais alto do que a estimativa para um isolamento social rápido e amplo.

De acordo com o Imperial College, a estratégia de isolamento social de manter só idosos em casa, poderia levar à morte mais de 529 mil pessoas no Brasil por covid-19. O número é metade do que se projeta para um cenário em que nada fosse feito no País para conter a dispersão do coronavírus (1,15 milhão de óbitos), e com um isolamento social rápido e amplo haveria ao menos 44 mil mortes pela doença.

Os cientistas vêm fazendo quase em tempo real projeções matemáticas do avanço da pandemia e avaliam as ações em andamento.

Segundo o jornal The New York Times, estimativas feitas por esses cientistas também influenciaram a Casa Branca a enrijecer medidas de isolamento.

Liderados por Neil Ferguson, a universidade compara possíveis impactos sobre a mortalidade em vários cenários: ausência de intervenções com distanciamento social mais brando, que chamam de mitigação, ou mais restrito, a supressão.

A eficácia do isolamento mais amplo se aplicaria em todo o mundo segundo os pesquisadores. Eles estimam que, na ausência de intervenções, a covid-19 resultaria em 7 bilhões de infecções (quase toda a população global) e 40 milhões de mortes em todo o mundo este ano.

“Estratégias de mitigação focadas na blindagem de idosos (reduzir em 60% os contatos sociais) e desaceleração, mas não interrupção da transmissão (redução de 40% nos contatos sociais para uma população mais ampla) poderiam reduzir esse ônus pela metade, salvando 20 milhões de vidas, mas prevemos que, mesmo nesse cenário, sistemas de saúde em todos os países serão rapidamente sobrecarregados”, dizem os cientistas.

O Brasil já prevê demanda crescente no SUS. No País, até a sexta-feira, já havia 92 mortes confirmadas.

“É provável que esse efeito seja mais grave em contextos de baixa renda, onde a capacidade é mais baixa. Como resultado, prevemos que o verdadeiro ônus em ambientes de baixa renda que buscam estratégias de mitigação podem ser substancialmente mais altos do que o refletido nessas estimativas”, continuam os pesquisadores.

Apontam ainda que a demanda por ajuda médica só ficará em níveis manejáveis com adoção rápida de medidas de saúde pública para suprimir a transmissão, similares às de China e Coreia do Sul. Eles listam os testes em massa, o isolamento de casos e medidas mais amplas de distanciamento social.

Eles ponderam não considerar impactos sociais e econômicos mais amplos da supressão. Reconhecem que esses efeitos serão altos e podem ser desproporcionais em áreas de baixa renda. Os pesquisadores reforçam, que as estratégias de supressão teriam de ser mantidas, com breves interrupções, até que vacinas ou tratamentos eficazes se tornem disponíveis.

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