A grande maioria dos brasileiros está fugindo do coronavírus, usando álcool 70% nas mãos e objetos, utilizando máscaras, lavando as mãos e ficando em casa, apesar disso, existe um seleto grupo de 182 brasileiros que irão se contaminar propositalmente com o Covid-19.
Esses brasileiros fazem parte de um grupo ainda maior, 5.883 pessoas de 52 países que se inscreveram na plataforma norte-americana “1Day Sooner” para se contaminarem com o coronavírus e realizarem testes múltiplos de vacinas.
A organização não é filiada a nenhuma empresa que esteja financiando ou desenvolvendo vacinas. Não há previsão, então, de quando os voluntários entrariam em cena.
A iniciativa do 1 Day Sooner pretende ter à mão candidatos para testar diversos tipos de vacinas ao mesmo tempo – o que abrevia algumas etapas tradicionais para chegar a um resultado. Atualmente, há 76 vacinas contra a Covid-19 sendo desenvolvidas, 71 em estágio pré-clínico e 5 em fase clínica,de acordo com um balanço da Organização Mundial de Saúde (OMS), com dados até 20 de abril.
Nos métodos usuais de testes de vacina, os resultados levam meses ou até mesmo anos, pois as pessoas tomam a dose da vacina testada e voltam a sua vida normal, podendo ou não ser exposta ao vírus, prolongando o tempo de resposta da efetividade do produto.
Já no método que será utilizado na 1 Day Sooner, chamado pelos especialistas de “human challenge trials”, as pessoas irão receber uma dose com o vírus, ou seja, assim todos terão certeza que aquele paciente está contaminado.
Assim a testagem de eficácia da vacina se torna muito mais rápida, sabendo que o paciente já está infectado, basta aplicar a vacina e eesperar alguns dias para descobrir se ele vai ou não desenvolver sintomas ou se o vírus será “barrado”.
Existe diferença na efetividade do produto?
Na realidade sim, pois no método tradicional os resultados podem não ser certeiros, já que após a pessoa receber o composto ou o placebo, ela segue sua vida normalmente (em no caso da Covid-19, tomando os cuidados básicos). Então fica o impasse: ela pode não desenvolver a doença por causa da imunização ou simplesmente porque não teve contato com o vírus.
Já nos “human challenge trials” essa dúvida não existe. A grande vantagem para os cientistas é o ganho de tempo, conforme matéria publicada na revista “Super Interessante”.
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Imagem ilustrativa (Fiona Goodall/Getty Images)



