Menu
Busca domingo, 27 de setembro de 2020
(67) 99647-9098
Tecnologia

Estudo detecta água no interior de cristais sobre superfície da Lua

15 outubro 2012 - 11h20Divulgação/Nasa

A superfície da Lua contém cristais com restos de água em seu interior, substância que pode ter chegado até o satélite natural através do vento solar, segundo estudo publicado neste domingo (14) na revista científica "Nature Geoscience".

A geóloga Yang Liu e seus colegas da Universidade do Tennessee, dos Estados Unidos,  analisaram amostras da superfície lunar colhidas do satélite pelas missões Apollo, a maioria delas pelo astronauta Neil Armstrong, e acharam restos de água em alguns de seus componentes.

"Quando as pessoas pensam em água, sempre imaginam em estado líquido, em rios, lagos ou oceanos. Mas algo que não costumamos reconhecer é que existe uma grande quantidade de água armazenada em minerais", explicou Liu.

Ainda segundo a geóloga, os minerais do manto terrestre contêm, pelo menos, a mesma quantidade de água que um oceano, e algo similar pode acontecer na Lua. Análises posteriores revelaram algo similar entre estes restos de água e os íons de hidrogênio presentes no vento solar, o que sugere que este vento foi o responsável por transportar íons de hidrogênio até a Lua. Uma vez ali, estas moléculas ficaram armazenadas em forma de água no interior das amostras analisadas.

Sem proteção contra impacto dos ventos solares
O vento solar contém uma grande quantidade destes íons, que não chegam a tocar a Terra porque a atmosfera e o campo magnético terrestre o impedem, mas no caso da Lua não há nada que proteja sua superfície, por isso que o vento solar impacta continuamente contra ela. "Nos últimos anos, fomos testemunhas de uma mudança de paradigma em nossa visão 'sem água' da Lua", afirmou Liu.

Segundo a investigadora, cada cristal analisado conteria entre 200 e 300 partes por milhão de água e hidroxilo - uma molécula que se obtém ao diminuir um átomo de hidrogênio à água. O achado permitiu aos cientistas conhecerem uma nova fonte na qual os planetas do interior do Sistema Solar (Mercúrio, Vênus, Terra e Marte) e seus satélites poderiam obter água.

Liu e seus colegas defendem que um mecanismo similar a este poderia acontecer em outros corpos sobre cujas superfícies o vento solar incide, como Mercúrio ou o asteroide Vesta. "O bombardeio do vento solar é um processo constante. Na atualidade, necessitamos reconsiderar nosso conceito de presença de água em novos lugares do Sistema Solar', argumentou Liu.

Via G1

Deixe seu Comentário

Leia Também

Tecnologia
INSS começara a notificar beneficiários por meio digital
Tecnologia
Celulares Androids terão sensores de terremotos em nova tecnologia do Google

Mais Lidas

Polícia
Operação manda mais 580 pessoas pra casa após toque de recolher
Educação
Audiência pública aponta que não há condições para volta às aulas na Capital
Polícia
Idoso é encontrado morto em valeta
Geral
Governo da início ao processo de licitação para restauração do Centro Cultural José Octávio Guizzo