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Tecnologia

Game brasileiro permite que crianças criem joystick sensível a movimentos

06 agosto 2011 - 10h15Divulgação

Joysticks sensíveis a movimentos como o Wii Remote, do Wii, e o PlayStation Move, do PlayStation 3, estão disponíveis apenas nos consoles. Pensando em atender quem não tem os videogames, uma empresa brasileira criou um game em que a criança monta o seu próprio controle, o "Mais Diverstick".

Criado para uma empresa de alimentos, o controle faz parte dos games do site "Mais Divertido", criado pela agência digital Tribo Interactive. "Como o tema esse ano era esporte, pensamos em desenvolver um jogo em que fosse usado um controle sensível a movimentos e que a própria criança pudesse criá-lo", conta Roger Rocha, sócio-diretor da empresa. Ele conta que os desenvolvedores do jogo quiseram ter como desafio criar algo que pudesse ser feito pelas crianças, em casa, usando materiais fáceis de se encontrar.

Procurávamos por uma maneira que fosse mais barata para a criança, que com R$ 3 ela pudesse montar o controle"Roger Rocha, sócio-diretor da Tribo InteractiveCom uma bolinha de tênis de mesa, uma lanterna e tinta, a criança cria o seu controle em casa, como parte do game. O sistema desenvolvido lembra o controle PlayStation Move já que, com a lanterna acessa, a bolinha se ilumina, permitindo que um software, por meio da webcam, identifique o acessório e seus movimentos, transferindo para o jogo. No site, a criança tem acesso aos passos e aos materiais necessários para criar o controle.

"Ficamos entre janeiro e abril testando controles [sensíveis a movimentos] do mercado até chegar na melhor forma de chegar ao joystick. Chegamos à conclusão de que um bastão com tracking do movimento pela câmera,algo similar ao Move daria mais certo [para a criação]", afirma Rocha. "Depois, procurávamos uma maneira que fosse mais barata para a criança, que com R$ 3 ela pudesse montar o controle. O objetivo era ser eficaz e ser barato".

Os games presentes no site variam de corrida, em que é necessário sacudir o joystick para os lados, embaixadinha e de quebra-cabeça. Quem não tem como montar o controle, pode usar o mouse para jogar. Há ainda versões dos minigames do "Mais Divertido" para iPad e iPhone. "A criança pode jogar onde ela quiser", diz o executivo.

Rocha adianta que o próximo game poderá fazer com que a criança controle os games no estilo do Kinect, apenas com movimentos do corpo, sem joystick. "Estamos pesquisando muito para tornar o advergame algo muito divertido para a criança".

Games para as empresas

Embora a Tribo Interactive não trabalhe exclusivamente no desenvolvimento de games, ela cria jogos voltados para empresas que buscam atingir clientes por meio de games. Os títulos, dependendo do tamanho, conta Rocha, levam entre 45 e 60 dias para ser finalizados e podem contar com até 15 pessoas no desenvolvimento. "Pegamos calores pertinentes à marca, como ambiente sustentável e buscamos passar essa ideia de forma clara, envolvendo educação e diversão. O importante é pegar este balanço. Se não houver diversão, falhamos".

"O desafio é procurar sempre fazer algo diferente e fugir do que o mercado já faz. Estamos de olho em todas as plataformas para criar nossos jogos. Vamos atrás e investimos em projetos que podem ser patrocinados".

Um destes jogos que está sendo desenvolvido e buscando um patrocinador é o "Planeteco". "Pensamos nele como um jogo para a web, que foi ganhando contorno ao ser integrado ao Facebook, a pessoa joga na web e no site agrega resultado para ela, e ainda pode jogar no iPhone. O jogo é complemetnar em diferentes plataformas".

Sobre fazer jogos para o mercado e não apenas para empresas, Rocha diz que sempre pensou em empreender em games, mas até o momento não foram em frente. "Se fossemos enveredar par mercado de games, iríamos querer fazer algo muito grande para console. Algo que tivesse lançamentos a cada tempo, add-ons [complementos extras], que evoluísse, como são os verdadeiros hits. Não precisa ter a sofisticação dos jogos que custam milhões, mas algo bem consistente".

Athus Ingles

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