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'Mars One irá se sacrificar', diz Pontes

21 outubro 2013 - 12h03Via Uol
As viagens ao espaço já deixaram de ser algo exclusivo dos governos e começam a ser exploradas por empresas particulares. Primeiro brasileiro a ir para o espaço, Marcos Pontes revelou que já recebeu diversos convites para trabalhar nessas empresas que poderiam acelerar o processo para que ele volte a participar de uma missão espacial, que é seu grande sonho. Uma delas é a Mars One, que tem como objetivo instalar uma colônia humana em Marte a partir de 2023.

O astronauta brasileiro não acredita em êxito dessa missão sem volta, não porque sua meta seja impossível de alcançar, mas sim pelo curto prazo estipulado. Além disso, ele diz que “os tripulantes do projeto irão se sacrificar pelo outros, pelo futuro” e que não acredita em uma sobrevida de nem 10 anos dos primeiros exploradores.

“Eles vão se sacrificar para abrir caminho para outros, vão iniciar um processo. A missão deles será organizar as coisas, colocar em ordem todos os módulos, começar o funcionamento”, explica Pontes, que detalha alguns pontos importantes para que uma missão como essa tivesse sucesso.

Para ele, é preciso calcular direito toda a trajetória das espaçonaves, assim como sua decolagem, entrada na órbita do planeta vermelho e local de pouso. Pontes diz que ainda não temos também a proteção de radiação adequada para tanto tempo de exposição que os pioneiros terão. Outro fator apontado é sobre as questões de perda de densidade óssea e todos outros problemas que afligiriam o corpo humano no espaço, “lá não haverá apoio, não tem hospital”, lembra ele.

O tempo corre contra todos esses fatores, de acordo com o astronauta. “Se me dissessem que iriam começar o projeto em 2030, eu diria que teria tudo para dar certo, mas agora o prazo é curto. Para levar gente já em 2023 seria necessário que alguns módulos já fossem lançados em 2018. Está muito em cima. Eu diria que a probabilidade de sucesso hoje é menos de 5%”, estima ele.

Questionado se participaria de uma missão como essa, sem volta, Pontes foi enfático: “se fosse pela Nasa, uma missão oficial, eu iria sem problemas”, revelou o astronauta que ainda acrescentou, “se eu entrasse para uma empresa privada, poderia te dizer na semana seguinte quando voltaria ao espaço. É um mercado que tem crescido muito”.

Pontes revelou em números o crescimento desse setor. “Até 2011 tínhamos cerca de 160 astronautas em Houston, hoje estamos em 32. Tenho muitos amigos que fizeram essa migração do público para privado. Então eu penso, porque quero muito voltar ao espaço”, conclui.
Girafa

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