Justiça concede medida protetiva a menina estuprada por pastor com cargo na prefeitura
Douglas Mandu é investigado pelo crime; inicialmente, uma juíza havia negado a proteção à vítima, que relata ter sido abusada aos 15 anos e, desde então, enfrenta problemas de saúde mental decorrentes do trauma
12 MAR 2026 • POR Vinícius Santos • 18h06Após negar inicialmente a medida protetiva, a Justiça finalmente concedeu proteção a uma jovem de 21 anos que denunciou ter sido vítima de estupro aos 15 anos, em 2019. O crime teria sido cometido pelo pastor Douglas Alves Mandu, que era ligado à Assembleia de Deus Missões (ADM).
A decisão veio após repercussão na imprensa e o andamento do caso. A vítima segue traumatizada, carregando graves problemas psicológicos desde o crime, além de conviver com o medo de que algo grave possa acontecer.
Segundo o site Nova Lima News, a Justiça determinou que Mandu está proibido de manter qualquer contato com a vítima e deve manter distância mínima de 300 metros. A medida, entretanto, é significativamente menos severa do que uma prisão e não inclui o uso de monitoramento eletrônico (tornozeleira).
Servidor da Prefeitura – O pastor é servidor da gestão Adriane Lopes, que, em meio ao escândalo e à repercussão do caso, decidiu afastar Mandu da função para a qual estava nomeado como coordenador do Centro de Múltiplas Referências e Convivência do Idoso “Edmundo Scheuneman” – CCI Piratininga. O afastamento das funções terá duração de 60 dias, sem prejuízo da remuneração, ou seja, ele continuará recebendo normalmente.
Denúncia - Dados do Boletim de Ocorrência indicam que o crime ocorreu em julho de 2019, período em que a vítima tinha 15 anos e estava de férias escolares.
O histórico do Boletim de Ocorrência descreve que, no momento do ataque sexual, a vítima estava na casa do irmão, que havia saído com a esposa, deixando a adolescente sozinha.
Minutos depois, o autor chegou ao imóvel procurando o irmão da vítima. Mesmo após a jovem informar que ele não estava, o suspeito entrou na residência, segurou a menina e a empurrou para o quarto.
Segundo a vítima, o autor a despiu violentamente e consumou o ato sexual, causando sangramento e dor, já que ela era virgem. Após o crime, ele a deixou no local, mas retornou em seguida e deu um comprimido, que a vítima acreditou ser a pílula do dia seguinte.
A jovem esclarece que o autor possuía livre acesso à residência do irmão, por ser pastor da igreja que frequentam, e que a ameaçou, dizendo que mataria seus familiares caso contasse o ocorrido. Em razão disso, a vítima apresenta problemas psicológicos decorrentes do medo e do trauma.
O Boletim também informa que o irmão da vítima e sua esposa, cunhada da jovem, sabem o endereço do autor, mas se negaram a fornecê-lo, não acreditando na vítima. A comunicante afirma que o autor sabia que ela estaria sozinha no imóvel, pois havia falado com o irmão pelo telefone momentos antes.
Ainda segundo o documento, contra o autor já existe outra ocorrência de estupro registrada em 2024, desta vez na DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e Adolescente), porém o desfecho dessa ocorrência não foi divulgado.
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