Acusado de participação em assassinato no Danúbio Azul vai a júri popular nesta sexta
Gabriel Valdonado de Souza é acusado de participação na morte de Erick Luciano Santos Lopes, ocorrida em novembro de 2023
29 MAI 2026 • POR Vinícius Santos • 08h23Acontece nesta sexta-feira (29), em Campo Grande, o júri popular de Gabriel Valdonado de Souza, de 27 anos, acusado de participação no assassinato de Erick Luciano Santos Lopes.
Conforme consta na denúncia, o crime aconteceu em 1º de novembro de 2023, por volta das 22h, na rua Acrópole, esquina com a Rua São Crispin, no bairro Danúbio Azul. Segundo a acusação, utilizando-se de uma arma de fogo, foram efetuados disparos contra a vítima, causando ferimentos que resultaram na morte de Erick.
Esse julgamento ocorre após desdobramentos processuais envolvendo o caso. Em 10 de setembro de 2025, os acusados Rafael Valdonado de Souza e Nivaldo Benjamin de Souza foram submetidos a júri popular pela atuação no crime.
Na ocasião, o Conselho de Sentença, por maioria de votos revelados, condenou Rafael Valdonado de Souza pelo homicídio qualificado. Já Nivaldo Benjamin de Souza foi absolvido após os jurados entenderem que ele não participou do crime.
A pena imposta a Rafael Valdonado de Souza foi de 14 anos e 2 meses de reclusão.
Gabriel Valdonado de Souza não foi submetido ao julgamento realizado em 10 de setembro de 2025 em razão de um recurso que ainda estava pendente de julgamento final no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. Com a rejeição do recurso, ele agora será levado ao crivo do Conselho de Sentença.
Rafael Valdonado de Souza e Gabriel Valdonado de Souza são irmãos. Já Nivaldo Benjamin de Souza, absolvido no julgamento realizado em setembro de 2025, é pai dos dois.
Motivação
Segundo a acusação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, o assassinato de Erick Luciano Santos Lopes teria ocorrido por motivo torpe, relacionado a vingança referente a agressões anteriores supostamente praticadas pela vítima contra Gabriel.
Conforme os autos do processo, Gabriel, quando ouvido na fase policial e também em juízo, negou participação no delito. Rafael permaneceu em silêncio durante a fase policial e, posteriormente, negou a prática do crime em juízo.
Já Nivaldo Benjamin de Souza também negou participação tanto na fase policial quanto durante o processo judicial.
O julgamento do último réu relacionado ao caso acontece na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, sob a presidência do juiz Aluizio Pereira dos Santos. O desfecho do processo ficará a cargo do Conselho de Sentença, responsável por decidir acerca da responsabilidade penal do acusado.
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