Cidade

Com medidas mais rígidas, Marquinhos garante que não haverá lockdown

O prefeito de Campo Grande se reuniu com o secretário de Estado de Saúde para discutir medidas de restrição na capital

4 DEZ 2020 • POR Sarah Chaves • 13h27
Secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende - Sarah Chaves/JD1 Notícias

O prefeito Marquinhos Trad afirmou que Campo Grande não terá o Lockdown, medida mais rígida e um bloqueio total das atividades quando as medidas de isolamento social e de quarentena não são suficientes e os casos aumentam diariamente.

Apesar disso, deve ser publicado no Diário Oficial desta sexta-feira (4), medidas de precaução, além de adiantamento do toque de recolher para impedir uma saturação de leitos dos hospitais públicos, privados e filantrópicos. “Para que nenhum campo-grandense que necessite de um leito, fique sem a disponibilidade de um atendimento mais rápido e eficiente, razão pelo que tomamos medidas para evitar aglomeração, porém não haverá lockdown”.

E para evitar a aglomeração a medida de ocupação de qualquer local, bar, restaurante, igreja, comercio, a capacidade de lotação foi reduzida para 40%. “Vamos ter apoio da fiscalização da Polícia Militar, Ministério Público e demais órgãos competentes, e iremos aumentar o número de blitz, no sistema de orientação e prevenção”, completou o prefeito.

Para o secretário de Estado de Saúde (SES), Geraldo Resende que participou de uma longa reunião com o prefeito, secretário municipal de Saúde e representantes de hospitais, a medida está sendo adotada de forma correta. “A decisão tomada aqui, se não é a ideal, pelo menos amplia a segurança da saúde. Nós tivemos com o prefeito e vimos a sensibilidade de colocar a vida em primeiro lugar”, frisou.

Segundo Geraldo, com as medidas implantadas na capital, cidade do Mato Grosso com o maior número de crescimento de casos da Covid-19, sendo 601 infecções confirmadas nas últimas 24h, é possível haver uma saída para a lotação de leitos, que leve em consideração, a questão da saúde pública, e as atividades financeiras. “Foi importante trazer para a reunião de hoje os todos os hospitais, públicos, privados, filantrópicos que mostraram a situação de dramatização que estamos vivendo nesse momento da Covid-19 em MS, e principalmente na capital”.

O titular da SES entregou os dados dos hospitais ao prefeito, onde mostra que nas 3 últimas semanas, a curva de crescimento da doença é muito preocupante “e sem ações podemos ter um colapso da saúde pública da capital”.

Atualmente a taxa de ocupação dos leitos de UTI dos SUS em Campo Grande atinge 98%, dos 240 ofertados, sendo 29% ocupado por pessoas com casos confirmados de Covid-19, 12% de casos suspeitos e 57% de não Covid-19.

Para amenizar a lotação de leitos, uma das ações da prefeitura é amplia-los nos próximos 15 dias e estabelecer 68 novos leitos. Para ler as demais medidas adotadas pela prefeitura clique aqui.