Agronegócio
Senado reforça articulação para atender exigências da União Europeia sobre carne brasileira
Grupo de trabalho da Comissão de Relações Exteriores vai ampliar diálogo com governo, produtores e setor privado
A Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado decidiu ampliar as discussões entre governo e setor produtivo para preparar o Brasil para as novas exigências da União Europeia (UE) na importação de carne brasileira. A decisão foi tomada nesta terça-feira (4), durante reunião do grupo de trabalho que acompanha o acordo entre Mercosul e União Europeia.
O grupo reúne representantes dos ministérios das Relações Exteriores e da Agricultura, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), do Consórcio Brasil Central, além de empresários e especialistas. Entre as medidas definidas estão uma reunião com o novo embaixador da União Europeia no Brasil e a realização de audiências permanentes com produtores e empresas.
Segundo o presidente da CRE, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), o objetivo é construir soluções antes que as mudanças afetem o setor. "O grupo foi criado justamente para ouvir os setores que possam se sentir prejudicados e construir, junto com o governo e a iniciativa privada, estratégias para enfrentar esses desafios", afirmou.
As novas regras europeias entram em vigor nas próximas semanas e exigirão que o Brasil comprove que a carne exportada não é proveniente de animais tratados com antimicrobianos proibidos pela UE. Para isso, será necessário ampliar a rastreabilidade dos rebanhos e da cadeia produtiva.
Durante a reunião, representantes da CNA defenderam que as exigências sejam baseadas em critérios científicos, enquanto integrantes do setor privado afirmaram que o país já dispõe da tecnologia necessária para atender às novas regras. O Itamaraty informou que documentos técnicos já foram encaminhados às autoridades europeias para demonstrar as medidas adotadas pelo Brasil.