Carro antigo
Morador do Nova Lima transforma Uno 1990 em raridade com cobiçada placa preta
Apaixonado por veículos antigos, Tomás Teixeira da Costa mantém uma coleção de clássicos e diz que prefere os modelos históricos aos carros modernos
O que poderia ser apenas um antigo Uno circulando pelas ruas de Campo Grande chama atenção pela conservação e pela placa preta. O Fiat Uno 1.6 R, ano 1990, pertence ao empresário Tomás Teixeira da Costa, morador do bairro Nova Lima, que há três anos decidiu investir na restauração do modelo e transformá-lo em uma das peças de sua coleção de carros antigos.
Tomás conta que comprou o veículo em Campo Grande e que, na época, o carro não estava nas mesmas condições atuais. Desde então, realizou trabalhos de restauração, incluindo a parte interna. Segundo ele, o Uno alcançou 86% de originalidade, índice que permitiu a obtenção da placa preta.
Para receber a identificação de veículo de coleção, o carro passa por uma avaliação feita por uma associação especializada. Conforme Tomás, um perito externo verifica itens como motor, parte interna, características externas e acessórios, seguindo um checklist de requisitos de originalidade e conservação.
O Uno também passou recentemente por uma nova etapa de manutenção. Na semana passada, Tomás refez o motor e o câmbio do veículo. Para ele, manter um carro antigo exige mais atenção e tempo do que simplesmente entrar no veículo e sair dirigindo.
“Você dispõe de um tempo para ele”, explica o empresário, ao contar que também costuma andar com uma pequena caixa de ferramentas para lidar com eventuais problemas mecânicos durante os trajetos.
O modelo de 1990 também recebeu ar-condicionado, que, segundo Tomás, era um item opcional na época. A direção hidráulica chegou a ser adquirida pelo empresário, mas não foi instalada porque, conforme ele, seria necessária uma grande adaptação na estrutura do veículo.
Além do Uno, Tomás mantém outros carros antigos em Nova Lima, entre eles uma Saveiro Summer 1996 e uma Chevrolet Brasil, além de outro veículo que também passa por restauração.
A paixão pelos clássicos, segundo ele, vai na contramão da preferência atual por carros mais modernos e tecnológicos. Tomás afirma que não possui carro moderno e que os veículos antigos fazem parte de seus planos e projetos pessoais.
Ele também acompanha a valorização dos modelos antigos após a popularização da placa preta. Segundo o empresário, veículos como Gol, Parati e Voyage passaram a ficar mais caros entre colecionadores.
Apesar do apego aos veículos, Tomás admite que poderia vender seus carros caso recebesse uma proposta dentro do valor que considera adequado. O objetivo, porém, seria trocar um clássico por outro.
“Eu não tenho carro moderno”, resume o empresário, que mantém sua coleção em um espaço no bairro Nova Lima e segue investindo na restauração dos modelos. Nos encontros de carros antigos, Tomás também faz questão de levar sempre um dos veículos para compartilhar a paixão pelos clássicos com outros colecionadores.
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