Economia
Grupo Ri Happy entra com pedido de recuperação extrajudicial de R$ 827 milhões
Iniciativa abrange a PBKids e mais quetro empresas do grupo para renegociação de dívidas
O Grupo Ri Happy, um dos principais nomes do varejo de brinquedos e artigos infantis no Brasil, recorreu à Justiça de São Paulo para solicitar recuperação extrajudicial. O objetivo da medida é renegociar um passivo acumulado de R$ 827,4 milhões. O processo foi distribuído por sorteio no domingo (18) e encaminhado para análise judicial na manhã de segunda-feira (19).
A solicitação corre na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível da capital e, até a última atualização do caso, aguardava o despacho da magistrada responsável. Além da Ri Happy Brinquedos S.A., o requerimento contempla a PBKids Brinquedos Ltda. e outras quatro companhias do conglomerado: Brincar Marcas e Participações Ltda., DRH Casa de Festa Ltda., New Toys Comércio, Distribuição e Importação Ltda. e Partout Administração de Franquias e Bens Ltda.
A recuperação extrajudicial funciona como uma alternativa jurídica na qual a empresa busca acordo direto com seus credores para estabelecer um plano de reestruturação de débitos, submetendo-o em seguida à homologação da Justiça. Vale ressaltar que o encaminhamento e o andamento da ação não implicam, por si sós, a aprovação do plano pelo Judiciário.
Histórico e mudanças recentes
Criada em 1988, a Ri Happy construiu uma presença marcante no mercado nacional ao longo dos anos. Em 2012, expandiu sua relevância com a incorporação da PBKids, consolidando uma rede de centenas de pontos de venda pelo país.
Mais recentemente, em 31 de agosto de 2026, o grupo teve seu controle total transferido para a BluSun Capital Partners, que passou a deter 100% das operações. Na data do negócio, a rede somava 293 lojas em todo o território nacional, englobando unidades próprias e franqueadas.
Até o momento, o Grupo Ri Happy não emitiu posicionamento público sobre o pedido instaurado na Justiça.