Uma mulher de 35 anos procurou a Polícia Civil após cair no golpe do falso advogado e sofrer um prejuízo de R$ 5 mil em Campo Grande. O caso aconteceu no bairro Tiradentes e foi registrado nesta semana.

Segundo o boletim de ocorrência, a vítima recebeu mensagens via WhatsApp de um número com DDD 42. Durante a conversa, um homem se apresentou como advogado e afirmou que ela teria valores a receber em razão de um suposto processo judicial.

A mulher relatou que foi orientada a participar de uma reunião pelo Google Meet. Durante a chamada, os criminosos pediram que ela compartilhasse a tela do celular e seguisse uma série de procedimentos nos aplicativos bancários.

Conforme o registro policial, os suspeitos disseram que ela precisava emitir uma suposta "declaração de bens" para liberar o recebimento dos valores. Para isso, encaminharam um link e orientaram a vítima a copiá-lo e colá-lo nos aplicativos bancários.

Inicialmente, ela acessou o aplicativo do Banco Itaú e, posteriormente, o Banco Inter. Em seguida, foi orientada a acessar a área Pix e colar o link enviado pelos golpistas. Os criminosos afirmaram que a operação não geraria qualquer débito na conta.

Acreditando estar seguindo orientações legítimas relacionadas ao suposto processo judicial, a mulher realizou a autenticação por reconhecimento facial e confirmou a operação. Somente depois percebeu que havia sido efetuada uma transferência via Pix no valor de R$ 4.999.

O comprovante da transação, segundo a vítima, aponta como destinatário uma empresa cadastrada por meio de CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas). 

A mulher entrou em contato com o banco, contestou a operação e solicitou a abertura do Mecanismo Especial de Devolução (MED), recebendo um protocolo de atendimento.

Ela informou ainda que voltou a receber contato telefônico do mesmo DDD. Desta vez, uma mulher se apresentou como gerente bancária e alegou que existiam transações agendadas para o dia seguinte.

Desconfiada, a vítima passou a suspeitar de uma nova tentativa de golpe. Pouco depois, constatou a emissão de um boleto bancário no valor de R$ 15 mil vinculado aos seus dados bancários, em nome de um homem. A operação não foi reconhecida nem autorizada por ela.

Diante da situação, a mulher procurou a Polícia Civil para registrar a ocorrência e solicitar as providências cabíveis.

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