Polícia
Família cobra justiça após morte de bebê de 3 meses em Campo Grande
Ayla Godoy de Oliveira morreu após ser internada com sinais de violência; familiares pedem respostas às autoridades
A família de Ayla Godoy de Oliveira, bebê de apenas 3 meses que morreu após ser internada no Hospital Regional de Campo Grande, em junho deste ano, com suspeita de maus-tratos, cobra respostas sobre a investigação do caso.
Uma familiar, que preferiu não se identificar, afirma que os pais da criança, Ashley Alves Godoy e Thiago de Oliveira Alves, já estão em liberdade e usando tornozeleiras eletrônicas.
Segundo a familiar, os dois estariam vivendo novamente na mesma residência. Ela também questiona o andamento da investigação e afirma que, até o momento, o celular de Ashley não teria sido recolhido para perícia e que familiares da criança ainda não teriam sido chamados para prestar depoimento.
A família também contesta a versão de que a broncoaspiração teria sido a causa da morte. Conforme relatado pela familiar, esse seria o resultado de um laudo ao qual os parentes tiveram acesso, mas ela questiona as demais lesões encontradas na bebê, incluindo hematomas e uma fratura na região das costelas.
Na época da internação, médicos identificaram diversas marcas pelo corpo da criança e exames apontaram fraturas nas costelas.
“Viemos a público porque o nosso maior medo agora é o silêncio. Não podemos permitir que o caso da Ayla caia no esquecimento, vire estatística ou seja arquivado em uma gaveta do sistema de Justiça”, afirmou a familiar. A família pede celeridade nos laudos, transparência na apuração e responsabilização dos envolvidos.
Em julho, Ashley e Thiago passaram a responder por homicídio doloso qualificado, após a investigação deixar de tramitar apenas como caso de maus-tratos. A decisão judicial considerou, entre outros elementos, as múltiplas lesões encontradas no corpo da bebê.