A Corregedoria-Geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul decidiu afastar compulsoriamente das funções o investigador de Polícia Judiciária Ivanildo Lemes de Oliveira, de 48 anos, preso após disparo de arma de fogo ocorrido no distrito de Itahum, em Dourados, no dia 24 de setembro de 2026.

Após a prisão em flagrante, a Justiça determinou a prisão preventiva do policial. Diante da decisão judicial, o corregedor-geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, delegado Clever José Fante Esteves, determinou o afastamento compulsório de Ivanildo pelo período em que perdurar a prisão.

O investigador, matrícula nº 115679024, pertence ao quadro efetivo da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp/MS) e está lotado na Delegacia de Polícia de Sidrolândia.

A determinação também prevê o recolhimento da arma, da carteira funcional e dos demais pertences do patrimônio público destinados ao policial, além da suspensão de senhas e logins de acesso aos bancos de dados da instituição policial, ao sistema SIGO e ao Infoseg.

O ato ainda determina a suspensão de férias, caso tais medidas ainda não tenham sido adotadas. A decisão da Corregedoria foi publicada no Diário Oficial Eletrônico nº 12.292, desta quinta-feira (1º), mas tem efeitos retroativos à data da prisão em flagrante, ocorrida em 24 de setembro de 2026.

A prisão após o tiro

Segundo o boletim de ocorrência, o fato ocorreu em 24 de setembro de 2026, por volta das 13h48. A Polícia Militar foi acionada após a informação de que um indivíduo estaria efetuando disparos de arma de fogo.

A equipe deslocou-se imediatamente até o local e constatou a veracidade da denúncia. O suspeito foi identificado como o policial civil Ivanildo.

Em entrevista no local, a solicitante e outras testemunhas presentes confirmaram que o suspeito teria efetuado disparos de arma de fogo a esmo, colocando em risco a integridade física de terceiros e quase atingindo um homem.

Questionado pela equipe policial, o suspeito confirmou ter efetuado os disparos, mas alegou que realizou o tiro direcionado ao solo, em direção a uma plantação, e que não tinha intenção de atingir qualquer pessoa, afirmando que teria feito isso “apenas por brincadeira”.

Diante do estado de flagrância e da confirmação dos fatos, a guarnição deu voz de prisão ao suspeito. A arma utilizada, o suspeito e as testemunhas foram encaminhados à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) para a lavratura do auto de prisão em flagrante e demais providências de polícia judiciária.

A arma localizada com o suspeito era uma pistola Glock, modelo G17 Gen 5, calibre 9 mm, semiautomática, descrita no boletim como “arma institucional”. Com o investigador foram encontradas oito munições intactas. Também foi localizada uma cápsula deflagrada no local, que foi apresentada junto com o armamento.

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