O avanço das altas temperaturas e a redução da umidade do ar em Mato Grosso do Sul podem trazer mais desconforto para pessoas que sofrem com rinite alérgica. Além do calor intenso, a primavera aumenta a presença de pólen no ambiente, enquanto as mudanças de temperatura e o ar seco podem irritar ainda mais as vias respiratórias.

Em regiões como o Pantanal e o Sudoeste de Mato Grosso do Sul, as temperaturas podem passar dos 40°C nos próximos dias, com pouca possibilidade de chuva. Nesse cenário, sintomas como espirros, coriza, nariz entupido e coceira podem se tornar mais frequentes.

De acordo com Sandra Demétrio Lara, coordenadora do curso de Enfermagem da Faculdade Anhanguera, o controle da rinite depende tanto do tratamento indicado por profissionais de saúde quanto de mudanças nos hábitos cotidianos.

“Torna-se necessário, muitas vezes, administrar medicamentos prescritos e efetivar mudanças no estilo de vida e dieta para minimizar os alérgenos desencadeantes”, explica.

Entre os principais fatores associados às crises estão poeira, ácaros, pólen, mofo, fumaça de cigarro, poluição e produtos com cheiros fortes. A variação de temperatura e umidade também pode contribuir para o agravamento dos sintomas.

Por isso, manter os ambientes limpos e ventilados é uma das medidas recomendadas. Quartos e locais onde há maior permanência devem receber atenção especial para evitar o acúmulo de poeira, ácaros e outros agentes capazes de desencadear reações.

A hidratação é outro cuidado importante nos períodos de calor e tempo seco. O consumo adequado de água ajuda a evitar o ressecamento das mucosas e pode diminuir a irritação nasal.

A lavagem do nariz com solução salina também pode ajudar a retirar partículas e alérgenos das vias respiratórias. Já os umidificadores precisam ser utilizados com cautela, pois o excesso de umidade pode favorecer a formação de mofo e a proliferação de ácaros.

Os cuidados não se limitam à casa. Após passar períodos ao ar livre, tomar banho pode ajudar a remover pólen e outras partículas que ficam na pele e nos cabelos.

A alimentação também pode fazer parte da rotina de cuidados. Uma dieta equilibrada, com frutas e vegetais, além de fontes de ômega-3, como peixes, chia e linhaça, pode contribuir para uma alimentação adequada. Alho, cebola, gengibre e mel também são citados pela especialista como opções que podem integrar a rotina alimentar.

Algumas pessoas podem notar ainda relação entre determinados alimentos e o aumento do desconforto. Entre os itens que podem provocar sintomas em indivíduos específicos estão bebidas alcoólicas, alimentos fermentados, queijos envelhecidos, embutidos e comidas muito condimentadas.

A orientação, no entanto, é evitar mudanças radicais na alimentação sem acompanhamento profissional.

Quando os sintomas persistirem, forem muito intensos ou vierem acompanhados de dificuldade para respirar, é importante procurar atendimento médico. A avaliação também ajuda a diferenciar a rinite de outras doenças respiratórias e a definir o tratamento adequado para cada paciente.