Ex-governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PL), votou neste domingo (4), em Campo Grande, e destacou a expectativa de representar o Estado no Senado Federal, além das alianças construídas ao longo da campanha nas eleições de 2026.

“Não tenho dúvida que, tendo Tereza Cristina, senadora, Capitão Contar, no Senado, e Reinaldo, terão uma bancada que vai olhar primeiro pelos problemas vivenciados por nós sul-mato-grossenses”, destacou o candidato.

Azambuja também falou sobre a estratégia adotada durante a campanha. Segundo ele, a movimentação envolveu a entrada no PL, a organização do grupo político, o fortalecimento da aliança e a aproximação com partidos aliados.

“Desde a nossa estratégia de ir ao PL, organizar o time, fortalecer a aliança e agregar esses partidos aliados, principalmente a prioridade número um, que é a reeleição do governador Eduardo Riedel no primeiro turno, e a eleição dos dois senadores, acho que é uma estratégia importante, porque Brasília precisa de senadores que têm coragem de votar essas matérias que são importantes”, afirmou.

O candidato também avaliou a situação econômica do país e defendeu mudanças estruturais.

“O Brasil não está bem, o Brasil está em crise, vocês acompanham aí, nós estamos com um problema na indústria, no comércio, no agro, no setor de serviço e a gente precisa realmente fazer umas mudanças estruturantes do país, diminuir a gastança de Brasília para olhar pelo interior do Brasil. Então, acho que a estratégia aqui foi bem estruturada com os partidos aliados, com as lideranças que a gente conseguiu agregar, todos num campo de centro-direita praticamente juntos. E acho que isso tem tudo para dar certo”, disse.

Azambuja citou ainda pautas que, segundo ele, deverão passar pelo Senado, como a retomada da ferrovia, a organização da hidrovia do Rio Paraguai e o fortalecimento da saúde pública por meio do reajuste da tabela do SUS.

“Nós precisamos acelerar a retomada da ferrovia que foi abandonada, nós precisamos organizar essa questão da hidrovia do Rio Paraguai, nós precisamos organizar o fortalecimento da saúde pública através do reajuste da tabela SUS. Isso são questões que vão passar pelo Senado da República. E se a população do Mato Grosso do Sul entender que eu mereço estar lá, eu estarei cumprindo o meu papel. Primeiro com o Mato Grosso do Sul, que é o nosso Estado, e com o Brasil também”, destacou.

O ex-governador também criticou a reforma tributária aprovada e afirmou que ela pode prejudicar Mato Grosso do Sul.

“Eu tenho muita dúvida da reforma tributária que foi votada. Ela é prejudicial ao Mato Grosso do Sul. Todos vocês aqui vão ser perdedores e eu entendo que Mato Grosso do Sul não pode perder nada. E a gente transforma toda a arrecadação em um fundo nacional que você nem sabe como que vai ser distribuído e como que ele vai voltar para Mato Grosso do Sul”, afirmou.

Segundo Azambuja, a regulamentação da reforma tributária será uma das questões a serem analisadas pelo Senado.

“Então, no Senado, vão ser votadas as leis complementares ou a regulamentação da reforma tributária. Do jeito que está, ela é prejudicial ao Mato Grosso do Sul. E tudo que for prejudicial ao nosso Estado, com certeza não terá o meu apoio”, disse, destacando também o apoio ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro.

Azambuja afirmou estar confiante na candidatura de Flávio Bolsonaro e disse acreditar que ele possa chegar em primeiro lugar no primeiro turno.

“Muito confiante também de Brasil. Acho que nosso candidato Flávio chega em primeiro lugar já no primeiro turno, que é uma estratégia importante para quem vinha aí sempre com as pesquisas contrárias a ele, passou por todo um ataque aí durante a campanha toda, mas eu vejo que nessa reta final a população brasileira entende que ele é a pessoa que tem condições hoje de agregar um novo projeto para o Brasil e voltar o Brasil a respirar como um país livre, democrático, independente”, declarou.

Outro ponto destacado por Azambuja foi uma crítica ao Poder Judiciário e a defesa da independência entre os Poderes. “O Executivo executa, o Legislativo legisla e o Judiciário só julga quando tem conflito”, afirmou.

Azambuja também criticou o que classificou como “ditadura do Poder Judiciário” e citou decisões monocráticas, decisões que considerou equivocadas e ministros sob suspeição.

“Está muito confuso, decisões monocráticas, decisões equivocadas, ministros sob suspeição e isso vai passar com certeza pelo próximo Senado, que eu não tenho dúvida, vai ter coragem de a gente estabelecer realmente o regramento que diz na Constituição brasileira, que os poderes são harmônicos, mas são independentes, cada um tem independência para tratar da sua responsabilidade com o Brasil”, afirmou.

Ao final, defendeu o cumprimento das atribuições constitucionais de cada Poder e disse esperar o restabelecimento do papel do Judiciário previsto na Constituição de 1988.

Candidato ao Senado, Reinaldo Azambuja durante coletiva de imprensa - Foto: Jonatas Bis

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