A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu nesta segunda-feira (5) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que o senador Flávio Bolsonaro (PL) volte a visitar o pai. A solicitação ocorre seis dias antes do fim da suspensão de 90 dias que impede os encontros entre os dois, prevista para terminar em 11 de outubro.

O pedido foi protocolado um dia após Flávio Bolsonaro avançar para o segundo turno da eleição presidencial. No primeiro turno, realizado neste domingo (4), o senador terminou entre os dois candidatos mais votados e disputará a Presidência com o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O segundo turno está marcado para 25 de outubro.

A restrição às visitas de Flávio foi determinada por Moraes em julho. Segundo a decisão, o ministro entendeu que o senador havia atuado como intermediário na divulgação de uma manifestação de caráter político-eleitoral produzida pelo ex-presidente. Como consequência, as visitas foram suspensas pelo período de 90 dias.

Na petição apresentada ao STF, os advogados pedem como medida principal que a suspensão seja encerrada antecipadamente e que Flávio possa retomar as visitas regulares ao pai. A defesa sustenta que o senador deve voltar a ter contato com Jair Bolsonaro e com outros familiares e pessoas autorizadas, sempre dentro das regras de segurança e fiscalização estabelecidas para a custódia.

Como alternativa, caso a retomada imediata das visitas não seja autorizada, a defesa pede que Flávio possa realizar pelo menos um encontro de caráter exclusivamente familiar antes do término da restrição, em 11 de outubro. A data e o horário seriam definidos diretamente com o Núcleo de Custódia da Polícia Militar, responsável pelo local onde Bolsonaro está detido.

Os advogados argumentam que a proximidade do fim da suspensão e o caráter familiar do encontro justificariam a autorização antecipada. O pedido será analisado agora por Alexandre de Moraes, que deverá decidir se permite a visita antes do encerramento do prazo ou mantém a restrição até 11 de outubro.