O escritor Augusto Cury (Avante), terceiro colocado no primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, decidiu apoiar Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (8), após uma conversa entre os dois e a assinatura de uma carta com compromissos assumidos pelo candidato do PL. 

Cury e Flávio conversaram por videochamada. Durante a conversa, o escritor pediu que o senador assumisse por escrito algumas das propostas defendidas por sua candidatura. Flávio concordou e assinou o documento.

Ao todo, foram oito compromissos. Entre os pontos estão a defesa do fim da reeleição para presidente da República, a proteção às mulheres e a pacificação nacional. O documento também reúne propostas relacionadas à telemedicina, agricultura e produção de alimentos, cooperativismo, educação e fortalecimento de microempresas.

O apoio de Cury deverá ser oficializado em vídeo gravado pelo escritor, que está em viagem pela Europa. A declaração deve ser divulgada nos próximos dias.

Depois do primeiro turno, realizado no domingo (4), Cury havia afirmado que não pretendia anunciar imediatamente uma posição em relação aos dois candidatos que avançaram para a etapa final da disputa. Na ocasião, o escritor disse que ninguém estava autorizado a falar em seu nome ou anunciar apoio a qualquer um dos candidatos.

“Eu me silencio completamente em relação àqueles que estarão no segundo turno, se é que vai haver segundo turno, e dizendo o seguinte, que ninguém está autorizado em meu nome e nem em nome do Júlio a pedir ou dizer que vai apoiar qualquer um dos candidatos. E eu gostaria de me silenciar em relação a isso”, afirmou.

Nos dias seguintes, Cury indicou que pretendia conversar antes de definir sua posição. Entre as pautas que desejava colocar na mesa estavam educação, saúde, proteção das mulheres e das crianças e pacificação nacional. 

No primeiro turno, Cury recebeu 3.448.569 votos, o equivalente a 2,89% dos votos válidos, terminando na terceira colocação.

Flávio amplia alianças

O apoio de Cury ocorre em meio a uma sequência de adesões à candidatura de Flávio Bolsonaro para o segundo turno, marcado para 25 de outubro.

Na quarta-feira (7), o Republicanos oficializou apoio ao candidato do PL, depois de ter adotado neutralidade no primeiro turno. A decisão teve participação do governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e foi anunciada pelo presidente nacional da legenda, Marcos Pereira. O partido, porém, preservou a autonomia de diretórios estaduais em relação à posição nacional. 

Nesta quinta-feira (8), o Podemos também anunciou apoio a Flávio. A presidente nacional da legenda, Renata Abreu, afirmou que a decisão representa um compromisso com o futuro do país. O partido não fechou questão, permitindo que seus filiados adotem posições diferentes no segundo turno. 

A adesão do Podemos se soma aos apoios já anunciados pela federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, pelo Republicanos e pelo Novo. 

Além dos partidos, Flávio recebeu declarações individuais de apoio de candidatos que ficaram fora do segundo turno, entre eles Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo). No caso de Caiado, a manifestação não representa uma adesão nacional do PSD, que mantém autonomia para seus diretórios e filiados. 

Com a definição de Cury, o escritor passa a integrar o grupo de ex-candidatos que já manifestaram apoio a um dos dois concorrentes que seguem na disputa presidencial.