Douglas Ruas (PL) deve ser declarado governador eleito do Rio de Janeiro ainda no primeiro turno, após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidir, por maioria, nesta quinta-feira (8), anular os votos recebidos por Anthony Garotinho (Republicanos). A decisão determina uma nova contagem dos votos, o que deve garantir ao candidato do PL mais de 50% dos votos válidos.

O relator do processo, ministro Floriano de Azevedo Marques, afirmou que Garotinho está com os direitos políticos suspensos e, por isso, não poderia disputar as eleições de 2026. O entendimento foi acompanhado pelos ministros Estela Aranha, André Mendonça e Dias Toffoli.

Garotinho concorreu ao governo com a candidatura sub judice, ou seja, ainda dependia de uma decisão definitiva da Justiça Eleitoral sobre seu registro.

Após o primeiro turno, o candidato desistiu do recurso apresentado contra o indeferimento da candidatura. Com a anulação dos votos, os percentuais dos demais concorrentes serão recalculados, permitindo a vitória de Ruas sem necessidade de segundo turno.

O relator, porém, rejeitou a desistência, seguindo o entendimento do TSE de que recursos não podem ser retirados quando afetam o resultado da eleição.

Ruas obteve 4.271.199 votos, equivalentes a 49,27% dos votos válidos, e Eduardo Paes (PSD) conseguiu 3.706.984 votos válidos (42,76%). Garotinho recebeu 274.411 votos (3,17%). 

Com a nova contagem, Ruas passará a obter mais de 50% dos votos válidos, excluídos brancos e nulos e pode ser declarado vencedor no primeiro turno.

O ex-governador do Rio, Garotinho teve sua candidatura barrada e seus votos anulados devido a uma condenação judicial por improbidade administrativa, envolvendo desvios de R$ 234,4 milhões na área da Saúde entre 2005 e 2006, quando ele atuava como secretário de Governo na gestão de sua esposa, Rosinha Garotinho