A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), passou a ser alvo de um pedido de cassação protocolado na Câmara Municipal após a Prefeitura deixar de responder um requerimento que solicita informações detalhadas sobre a operação tapa-buracos na Capital. A denúncia sustenta que a omissão impede a fiscalização do Legislativo sobre contratos, execução dos serviços e aplicação dos recursos públicos.

O requerimento pede dados sobre empresas contratadas, planejamento, critérios para atendimento das vias, cronograma, medições e valores pagos na operação. Para o autor do pedido, vereador Jean Ferreira (PT), a ausência de resposta configura descumprimento do dever de prestar informações ao Poder Legislativo. Segundo o documento, "a transparência não é uma escolha do gestor. É uma obrigação prevista na Constituição e na legislação brasileira".

Enquanto a Câmara aguarda os esclarecimentos, a Prefeitura prestou informações ao Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) sobre a continuidade da operação tapa-buracos. Ao órgão de controle, a administração informou que prepara uma nova licitação, utilizará o credenciamento por meio do Consórcio Central-MS, manterá os contratos vigentes e formará equipes próprias para execução dos serviços.

A Prefeitura também afirmou ao TCE que o novo modelo contará com mecanismos de fiscalização, como registros fotográficos, georreferenciamento, medições diárias e comprovação técnica das obras antes da liberação dos pagamentos.

Apesar das explicações, o conselheiro Osmar Domingues Jeronymo informou que o Tribunal continuará acompanhando a execução das medidas e poderá adotar providências caso sejam identificadas irregularidades ou descumprimento dos compromissos apresentados pela administração municipal.