Capturado
PM prende envolvido em latrocínio brutal que matou dois jovens em Campo Grande
A captura foi realizada na manhã desta quinta-feira (16) pela Força Tática da 11ª CIPM, em um bairro da região norte
A Força Tática da 11ª CIPM prendeu, na manhã desta quinta-feira (16), no bairro Jardim Vida Nova, em Campo Grande, Edson Natalício de Oliveira Gomes, de 35 anos, conhecido como "Corumbá".
Ele é apontado como um dos envolvidos na quadrilha criminosa responsável pelo latrocínio que vitimou Breno Luigui Silvestrini de Araújo, de 18 anos, e Leonardo Batista Fernandes, de 19 anos, em 30 de agosto de 2012.
À época, Edson foi levado a julgamento e condenado a 29 anos e 8 meses de reclusão. Posteriormente, apresentou recursos em instâncias superiores com o objetivo de reduzir a reprimenda.
Recentemente, cumpria pena em regime semiaberto harmonizado, sob monitoração eletrônica, ativada em 27 de outubro de 2025. No entanto, há registro de diversas infrações relevantes às condições impostas para o monitoramento.
Segundo apurado pelo JD1, "Corumbá" vinha tentando, dolosamente, burlar o monitoramento eletrônico por meio da utilização de bloqueador de sinal. As tentativas teriam ocorrido durante o período noturno e na madrugada, demonstrando desídia do sentenciado em relação às determinações judiciais.
Ele possui pena remanescente superior a 10 anos a cumprir pelo crime de latrocínio, delito considerado gravíssimo por envolver violência contra a pessoa. Diante disso, foi suspenso o regime semiaberto, sendo decretada, cautelarmente, a regressão ao regime fechado, com a consequente expedição de mandado de prisão.
Após a captura realizada pela Força Tática da 11ª CIPM, Edson foi encaminhado ao Centro Especializado de Polícia Integrada (Cepol), onde será formalizada sua prisão e comunicada à Justiça. Ele era considerado procurado desde março deste ano, quando foi decretada a prisão e expedido o respectivo mandado.
Após o cumprimento do mandado de prisão, deverá ser designada audiência de justificação, a ser realizada por videoconferência nas dependências do estabelecimento penal.
Crime na época: quadrilha atuava no roubo de veículos
Segundo dados processuais, Edson Natalício de Oliveira Gomes integrava uma quadrilha armada especializada no roubo de veículos de luxo, que eram levados para a Bolívia em troca de drogas.
Pelo caso, também foram condenados, em penas inicialmente impostas pela 3ª Vara Criminal da Comarca de Campo Grande, Rafael da Costa da Silva, a 42 anos e 4 meses de reclusão e 1 ano de detenção; Weverson Gonçalves Feitosa, a 36 anos e 4 meses de reclusão e 1 ano de detenção; Dayani Aguirre Clarindo, a 33 anos e 4 meses de reclusão; e Raul Andrade Pinto, a 35 anos e 4 meses de reclusão e 1 ano de detenção.
Conforme a acusação apresentada à Justiça, os integrantes da organização criminosa associaram-se para a prática de crimes e atuavam previamente ajustados para roubar uma caminhonete, utilizando armas de fogo.
Ainda segundo os autos, Breno Luigui Silvestrini de Araújo, de 18 anos, e Leonardo Batista Fernandes, de 19 anos, foram rendidos ao chegarem à Pajero Sport HPE/MMC. As vítimas foram colocadas no veículo e levadas em direção à rotatória do distrito de Indubrasil, na saída para Terenos.
A denúncia aponta que Rafael da Costa da Silva e Weverson Gonçalves Feitosa retiraram os jovens da caminhonete, sob ameaça de arma de fogo, próximo a uma manilha, onde teriam praticado agressões. Em seguida, Rafael, com a anuência de Weverson, efetuou disparos contra as vítimas, que morreram no local. Após o crime, os acusados fugiram para assegurar a posse do veículo.
Os autos também registram a acusação de ocultação de cadáver. Conforme o processo, Rafael e Weverson teriam escondido os corpos das vítimas em uma manilha de água. O local foi identificado após Dayani Aguirre Clarindo indicar sua localização depois de ser presa.
Além disso, a acusação aponta que, em 31 de agosto de 2012, Raul Andrade Pinto foi flagrado mantendo em sua residência 17 munições calibre .38 intactas e duas porções de substância análoga à cocaína, com peso total de 9,5 gramas. Segundo os autos, o material teria sido entregue por Rafael da Costa da Silva, enquanto as munições teriam sido obtidas com Weverson Gonçalves Feitosa.
Esses fatos integram a acusação apresentada pelo Ministério Público à Justiça à época do processo.
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