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De bombons vendidos na escola à final nacional: confeiteira da Capital busca título no Prêmio Academia Assaí
Após três tentativas, confeiteira venceu a etapa regional do Prêmio Academia Assaí 2026 e agora disputa o título nacional com a Doces Mesquita
O que começou com a venda de bombons para ajudar a pagar um cursinho, em 2011, ganhou novos caminhos e se transformou em uma carreira de 15 anos dedicada à confeitaria. Aos 30 anos, Eveline Mesquita, de Campo Grande, é finalista do Prêmio Academia Assaí 2026, que reconhece empreendedores do setor de alimentação em todo o país. Depois de três inscrições, ela conquistou a etapa regional e agora disputa o título nacional.
A primeira experiência com os doces aconteceu ainda na escola. Eveline produzia bombons e vendia para colegas e familiares. A iniciativa logo ganhou reforço dentro de casa, com a mãe, o irmão e outros parentes ajudando na produção e nas vendas. O que era uma alternativa para complementar a renda acabou se tornando um negócio familiar.
“Começou por necessidade. Eu precisava de uma renda para pagar meu cursinho na época e decidi fazer bombons para vender aos amigos do colégio e para a família. Na época, minha mãe e meu irmão também começaram a me ajudar. Acabou virando um negócio da família toda!”, lembra.
Mesmo quando ingressou na faculdade de Arquitetura, Eveline não deixou a confeitaria de lado. Os doces ajudavam a custear projetos e outras despesas do curso. Paralelamente, ela passou a estudar e aperfeiçoar as técnicas, até transformar bolos e sobremesas nos principais produtos do negócio.
Doces Mesquita nasceu como homenagem à avó
A marca que hoje representa o trabalho de Eveline também carrega uma história familiar. A Doces Mesquita foi oficializada após a morte da avó, Maria Aldenora Mesquita de Almeida. A escolha do sobrenome foi uma forma encontrada pela confeiteira para manter viva a memória de uma mulher que considera uma das grandes referências de sua vida.
“Minha avó era um símbolo de força, otimismo e determinação. Essa garra de enfrentar qualquer desafio é uma característica marcante das mulheres da nossa família”, afirma.
Atualmente, Eveline conduz a confeitaria sozinha, mas faz questão de reconhecer a importância da família em sua trajetória. Segundo ela, a estrutura construída ao longo dos anos e o apoio recebido continuam presentes em cada etapa do negócio.
Três tentativas até chegar à final
A classificação para a final nacional não veio de imediato. Eveline já havia participado do Prêmio Academia Assaí em outras duas oportunidades. Na primeira tentativa, passou pela etapa inicial, mas não avançou para as fases seguintes. No ano seguinte, não conseguiu sequer a classificação inicial.
A terceira inscrição, porém, mudou a história. “Me inscrevi no prêmio por três vezes e, na terceira tentativa, conquistei o título da etapa regional”, conta.
Ela lembra que entrou na competição sem criar grandes expectativas, mas foi avançando etapa por etapa. Primeiro veio a classificação inicial. Depois, a passagem para a segunda fase e, na sequência, a vaga na final.
“Quando fui conferir, passei para a segunda e passei na terceira etapa. Nunca fiquei tão feliz, ansiosa e entusiasmada”, relembra.
A conquista também teve um peso pessoal. Eveline conta que, como acontece com muitos empreendedores, já enfrentou períodos de insegurança e chegou a questionar a própria capacidade de continuar.
“Muitas vezes passamos por altos e baixos, pensamos em desistir, desanimamos e às vezes pensamos que não somos capazes”, afirma.
Quando recebeu a notícia de que havia chegado à final, a reação foi de surpresa e comemoração ao lado do marido. “Não sabia se chorava, se era real, se eu era merecedora, se era capaz... Fiquei eufórica, comemorei com meu esposo, gritamos muito”, conta.
Para Eveline, aquele momento representou uma mudança na forma como passou a enxergar o próprio trabalho. “Ali virou uma chave: sou capaz e estou no caminho certo. Todas as vezes que questionei, nem passou mais pela cabeça. Tudo vai dar certo!”, afirma.
O Prêmio Academia Assaí 2026 tem como proposta reconhecer empreendedores da área de alimentação e contribuir para o desenvolvimento dos negócios. Além da visibilidade, a competição oferece oportunidades de capacitação e, conforme a etapa, premiações como vales-compra, valores em dinheiro, celulares e assessorias individuais.
Eveline afirma que já considera a classificação uma conquista importante, mas não esconde o desejo de dar mais um passo e conquistar o título nacional.
“Já me considero uma campeã só de ter chegado até aqui, mas minha expectativa é conquistar o título e ver todo esse esforço recompensado. Acredito muito no meu potencial nessa etapa final”, diz.
Para ela, uma eventual vitória também representaria Campo Grande e Mato Grosso do Sul em uma competição de alcance nacional. “Cheguei até aqui com muita garra, dedicação e amor pela confeitaria. Agora, peço o voto de cada um de vocês para levar a nossa cidade ao topo. Votar em mim é mostrar que Campo Grande tem talento, força e potencial para vencer qualquer desafio”, destaca.
A votação é aberta ao público e pode ser feita pelo site oficial do Prêmio Academia Assaí. Eveline espera mobilizar os sul-mato-grossenses nesta última etapa e transformar os 15 anos de dedicação à confeitaria em uma conquista nacional.
“Conto com o apoio de todos vocês para trazer esse prêmio para o nosso estado. Vai, Mato Grosso do Sul!”, finaliza.
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