Duas pessoas morreram
Explosões em quartel militar na Bolívia deixam dois mortos e 81 feridos
Governo boliviano presta assistência às famílias afetadas, enquanto Ministério Público e equipes de perícia apuram as causas do incidente
Duas explosões registradas dentro de um quartel militar em Viacha, na Bolívia, deixaram duas pessoas mortas e 81 feridas. As explosões também afetaram casas vizinhas. Segundo o Governo boliviano, está sendo prestada assistência às famílias atingidas que não podem retornar às suas residências.
"Nossa prioridade imediata são as pessoas." Com essas palavras, o ministro da Defesa, Ernesto Justiniano, expressou a posição do governo após a tragédia ocorrida na tarde de sexta-feira (4), no Regimento Bolívar, em Viacha. As duas explosões atingiram as instalações militares e danificaram residências próximas. Atualmente, as equipes de segurança e resgate concentram os esforços na busca por sete pessoas desaparecidas, todas, segundo o ministro, integrantes das Forças Armadas.
"Até o momento, temos duas mortes confirmadas e sete pessoas dadas como desaparecidas", informou Justiniano. Ele também manifestou "condolências e solidariedade às famílias dos falecidos". De acordo com o relatório oficial, 81 pessoas ficaram feridas e foram atendidas ou encaminhadas a centros de saúde, sendo que "duas delas estão em estado grave".
Considerando a possibilidade de que mais de sete pessoas ainda estejam desaparecidas, as autoridades afirmaram que, "por respeito àqueles que ainda não foram localizados, queremos agir com absoluta responsabilidade" e, por isso, não forneceram mais detalhes. Informaram, no entanto, que o ministro da Saúde acompanha pessoalmente a situação nos hospitais e supervisiona o atendimento e a recuperação dos afetados.
Justiniano confirmou que as duas explosões ocorreram na tarde de sexta-feira, com um intervalo de aproximadamente 20 minutos. "A segunda explosão foi de enorme magnitude e foi essa explosão que causou os danos. Vamos investigar, por meio dos testes apropriados, qual material explosivo estava presente e causou uma explosão tão poderosa", declarou à imprensa.
O Ministério Público e as equipes de perícia trabalham no local para determinar exatamente o que aconteceu. Segundo o ministro, a área afetada ainda passa por um processo de resfriamento e permanece isolada dentro de um perímetro de segurança.
As informações são do EL DEBER
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