Um estudo apresentado durante a quinta edição do Benchmarking Estação de Monta, promovido pelo Grupo Aliança Assessoria e Consultoria Pecuária, apontou que manter 20 vacas sem emprenhar representa uma perda equivalente a 13 bezerros para o produtor. O levantamento foi apresentado nesta sexta-feira (17) e reuniu especialistas para discutir mercado, reprodução animal e gestão de pessoas na pecuária.

Durante o encontro, o pesquisador do Cepea/Esalq/USP, Thiago Bernardino de Carvalho, afirmou que o setor de cria vive um momento de boa rentabilidade e projetou que o preço do bezerro poderá chegar a R$ 3,8 mil entre o fim de 2026 e o início de 2027. Ele também alertou para a necessidade de adaptação às exigências do mercado internacional.

"Temos que produzir, produzir e produzir; a economia de escala é o que protege o pecuarista", afirmou.

Na área da reprodução, o especialista da Ourofino, Igor Garcia Motta, destacou que tecnologias voltadas à indução da ciclicidade, diagnóstico precoce e ressincronização ajudam a elevar as taxas de prenhez e reduzir prejuízos nas propriedades.

“Dados do banco da Aliança mostram que, com planejamento e ajustes nutricionais e genéticos, é possível alcançar índices superiores aos de mercado. Enquanto o benchmark da Alta Genetics registra 40% de prenhez para novilhas precoces, o grupo Aliança atingiu 45%. E podemos perceber que o diagnóstico precoce e a ressincronização são ferramentas vitais para manter o fluxo de caixa saudável, evitando o custo de manter uma vaca vazia na propriedade.”, ressalta Igor.

O evento também abordou a importância da gestão de pessoas nas fazendas. O psicólogo e consultor Aldo Aguilar Bianco destacou que o sucesso das tecnologias depende da capacitação das equipes, enquanto o sócio-diretor do Grupo Aliança, Rodrigo Fialho, defendeu que o produtor avalie a rentabilidade da fazenda antes de ampliar investimentos.

"Se o resultado da operação for menor que a taxa de juros, o momento pede cautela em novos investimentos", finaliza.