O Senado vai realizar em 1º de julho uma sessão de debates temáticos para discutir a PEC 221/2019, conhecida como PEC do fim da escala 6x1. A proposta prevê a redução da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com garantia de dois dias de descanso por semana. A mudança seria implementada gradualmente ao longo de 14 meses.

Atualmente, a escala 6x1 permite que o trabalhador atue por seis dias consecutivos e tenha apenas um dia de folga. A proposta ganhou força nos últimos meses após mobilizações de trabalhadores e debates sobre qualidade de vida, produtividade e saúde mental.

O debate no Senado reunirá representantes dos trabalhadores, empresários, especialistas e autoridades para avaliar os impactos da medida sobre o mercado de trabalho e a economia.

Apesar de ter sido aprovada com ampla maioria na Câmara dos Deputados, a PEC ainda não avançou no Senado.

O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), ainda não encaminhou a proposta para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), etapa necessária antes da votação em plenário. Enquanto isso, parlamentares favoráveis à proposta pressionam pelo avanço da matéria, argumentando que o debate já ocorre há anos.

Defensores da PEC afirmam que a redução da jornada pode melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores sem comprometer a produtividade. Já representantes do setor empresarial alertam para possíveis impactos nos custos das empresas e na geração de empregos.