O Congresso Nacional deve concentrar nas próximas três semanas a análise de uma série de matérias pendentes antes do recesso parlamentar. Entre elas estão o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027, propostas que liberam mais de R$ 2 bilhões para ministérios do governo federal, 95 vetos presidenciais acumulados desde 2022 e a PEC que acaba com a escala de trabalho 6x1, já aprovada pela Câmara dos Deputados.

Apesar da pauta extensa, a tendência é que a votação da LDO fique para agosto, após o recesso. A previsão leva em conta a realização da Copa do Mundo, as festas juninas, o calendário eleitoral e o próprio recesso do Legislativo.

O chefe da Consultoria de Orçamentos, Fiscalização e Controle do Senado (Conorf), Flávio Luz, afirmou que a votação ainda em julho é possível, mas pouco provável. "Tecnicamente, a votação da LDO até julho é possível, mas improvável, pois depende da conclusão das etapas na Comissão Mista de Orçamento e da inclusão da matéria na pauta do Congresso."

Segundo ele, o cenário eleitoral dificulta a construção dos acordos necessários para a votação. "Como estamos em ano eleitoral, toda a definição política fica mais difícil de ser realizada antes de julho."

Encaminhado pelo governo em abril, o projeto da LDO de 2027 prevê salário mínimo de pelo menos R$ 1.717. A proposta define as metas e prioridades do governo federal e orienta a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA). A Comissão Mista de Orçamento foi instalada apenas em junho e deve concentrar, no segundo semestre, a análise do Orçamento de 2027.

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