O rato encontrado dentro de um bolo vendido por um estabelecimento na Zona Sul de Porto Alegre foi assado junto com o alimento durante o processo de fabricação. A confirmação foi feita pela delegada Milena Cimiolli, da Delegacia do Consumidor, que investiga o caso. Apesar da gravidade da ocorrência, a Polícia Civil descarta a hipótese de que a contaminação tenha sido intencional.

De acordo com a delegada, as características do roedor indicam a mistura acidental durante o preparo. Todo o corpo do animal apresenta pedaços do bolo grudados de forma homogênea, o que impede inclusive a visualização de sua parte interna.

A proprietária do estabelecimento foi presa em flagrante na última quarta-feira (14), logo após a consumidora realizar a denúncia na delegacia. A cliente chegou a ingerir uma parte do produto antes de perceber a presença do animal no meio da massa.

Após o alerta da consumidora, equipes da Polícia Civil e da Vigilância Sanitária fiscalizaram o local de produção. A inspeção constatou um cenário crítico de falta de higiene, marcado pela presença de fezes e urina de roedores, outros roedores vivos circulando no ambiente e insumos com prazo de validade vencido.

O estabelecimento foi interditado por tempo indeterminado devido aos graves riscos à saúde pública. A fiscalização integrou a rotina de vistorias operacionais que monitoram a cadeia de produção e comercialização de alimentos na capital gaúcha.

Apesar da exposição e do risco de contaminação, a cliente que consumiu a fatia do bolo não apresentou complicações de saúde, passa bem e segue sob acompanhamento.