Cidade
Idosa foi atropelada por ônibus na Calógeras, e teve perna amputada
Maria segue internada há quase um mês do acidente
No dia 04 de setembro, Maria da Assunção de Oliveira, 71, voltava para sua casa, após ter ido no centro com a sua neta e em "uma fração de segundos", como descreve a filha Katia Maria de Oliveira Freitas, 39, a vida da dona Maria e de toda a família mudou por completo, "ela era independente, ativa, lúcida, fazia musculação. E tudo se desfez em uma fração de segundos", lamentou.
A idosa estava voltando sozinha para casa quando tentou entrar no ônibus na avenida Calógeras em frente À Ordini. Segundo Katia, o motorista fechou a porta do veículo e Maria bateu na porta para que ele abrisse. Ele não abriu e seguiu caminho, com o movimento do ônibus, a idosa se desequilibrou e caiu. Sua perna esquerda foi dilacerada e ela sofreu muitos riscos de morrer pela intensa perda de sangue no local.
Passageiros tiveram que gritar para que o motorista parasse e então o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), foi acionado para socorrer dona Maria. Ela foi encaminhada à Santa Casa onde ficou 9 dias em coma e atualmente, se recupera de uma infecção que contraiu no local. Sem previsão de alta, a preocupação dos familiares é muito grande.
Apesar de ter cinco filhos, os cinco já se revezavam para cuidar do pai deles, que tem 81 anos e está doente. Maria de Assunção ainda não assimilou a perda da perna e está sob efeitos de remédios antidepressivos para se manter estável emocionalmente.
"Cada um tinha a sua família e mudou a vida de todos da nossa família. Todos somos adultos, temos filhos e trabalho. Quando alguém dorme no hospital, nossos filhos sentem a nossa falta. Agora nós precisamos de força e ajuda com fisioterapia, pois na Santa Casa só tem um profissional para a tender todos os pacientes. O médico disse que ela tem chances de colocar prótese mas para isso ela precisa ter equilíbrio e força na perna direita. A perna foi amputada acima do meio da coxa, perto do quadril", conforme Kátia, dizendo ainda que precisará começar o aprendizado da caminhada do zero.
O Consórcio Guaicurus não se prontificou, de acordo com Kátia, "eles apenas falaram que iam ver e dar retorno mas até agora não deram. Ligaram dizendo que não estávamos sozinhas e mandaram um advogado para conversar com a gente, mas nada foi feito.
A equipe do JD1 tentou entrar em contato com o Consórcio, porém, sem sucesso.
Para profissionais fisioterapeutas ou pessoas que tiverem a oportunidade de ajudar dona Maria e sua família de alguma forma, basta entrar em contato com a filha Kátia através do telefone (67) 99252-2863.