Com a Secretaria Municipal de Saúde Pública (SESAU) sem um chefe definido – seja secretário ou secretária – em Campo Grande, o promotor de Justiça Marcos Roberto Dietz segue cobrando que a prefeitura forneça alimentação a pacientes e acompanhantes nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Centros Regionais de Saúde (CRSs) da Capital.

A investigação da promotoria tramita desde setembro de 2024 e foi motivada por denúncias e constatações de que pacientes estavam permanecendo por vários dias nessas unidades sem acesso à alimentação.

Em ofício encaminhado a Ivoni Kanaan Nabhan Pelegrinelli, coordenadora do Comitê Gestor da Secretaria Municipal de Saúde, o promotor solicita informações detalhadas sobre o fornecimento de refeições aos pacientes e acompanhantes internados em UPAs e CRSs, incluindo:

  • - Se há previsão de data para deflagração do processo licitatório para o fornecimento de refeições, com envio de cronograma atualizado do trâmite administrativo (Processo nº 001128/2025-57), visando a contratação permanente do serviço;
  • - Qual a média de pacientes, mês a mês, que estão sendo atendidos com fornecimento de alimentação, em cada uma das UPAs e CRSs (identificando por unidade);
  • - Qual a média de acompanhantes, mês a mês, que estão sendo atendidos com fornecimento de alimentação, em cada uma das UPAs e CRSs (identificando por unidade);
  • - Se é realizada comunicação prévia aos pacientes e/ou acompanhantes a respeito da possibilidade de receberem alimentação e de que maneira é feita essa interlocução;
  • - Quais soluções emergenciais estão sendo analisadas para evitar a descontinuidade do serviço, visto que a vistoria in loco do MPMS constatou que parte dos acompanhantes não estaria recebendo as refeições devidas, em desacordo com o compromisso previamente assumido pela Secretaria Municipal de Saúde.

O processo segue em andamento na 76ª Promotoria de Justiça de Campo Grande. O ofício já foi recebido pela SESAU, entretanto, até o momento, não houve resposta ao MPMS.

Outro Lado – O JD1 Notícias encaminhou à prefeitura de Campo Grande pedido de informações sobre a situação e aguarda retorno. O espaço permanece aberto para manifestação.

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