Mato Grosso do Sul já ultrapassou 81% de cobertura de água e esgoto tratados e projeta alcançar 90% até 2028 e 98% até 2031, segundo dados apresentados durante o 4º Congresso dos Municípios, realizado em Campo Grande.

Os números foram apresentados pela Aegea, responsável pelas operações da Águas Guariroba, na Capital, e da Ambiental MS Pantanal, que atua por meio de parceria com a Sanesul e o Governo do Estado em 68 municípios do interior.

Desde o início da parceria público-privada, em 2021, foram implantados mais de 729 quilômetros de redes coletoras de esgoto, permitindo cerca de 58 mil novas ligações domiciliares e beneficiando aproximadamente 161,8 mil moradores.

Atualmente, 31 municípios já atingiram a universalização dos serviços de saneamento e outros oito devem alcançar o mesmo patamar até 2026. No interior do Estado, a cobertura de esgotamento sanitário já supera 76%.

“Mato Grosso do Sul se tornou uma referência nacional em saneamento porque apostou em planejamento, investimentos e uma atuação integrada entre poder público e iniciativa privada. Os avanços alcançados em Campo Grande e no interior demonstram que a universalização é um objetivo possível quando existe compromisso com infraestrutura, saúde e qualidade de vida”, afirmou o diretor-presidente das concessionárias da Aegea em Mato Grosso do Sul, Gabriel Buim.

Somadas, as operações da Águas Guariroba, Ambiental MS Pantanal e Sanesul impactam atualmente mais de 2,9 milhões de pessoas em Mato Grosso do Sul.

Entre os municípios que recebem investimentos está Itaquiraí, onde está em implantação um sistema completo de esgotamento sanitário, incluindo estação de tratamento, redes coletoras, estações elevatórias e ligações domiciliares.

Na Capital, os indicadores seguem entre os mais altos do país. Campo Grande possui 99,8% da população atendida com água tratada e 95% com acesso à rede de esgoto. De acordo com o Ranking do Saneamento 2026, elaborado pelo Instituto Trata Brasil e GO Associados, a cidade aparece como a segunda capital que mais investe em saneamento por habitante no país.

A projeção para os próximos anos é que as operações ultrapassem 98 milhões de metros cúbicos de esgoto tratado até 2029, com utilização integral de energia proveniente de fontes renováveis.